Amir Labaki, diretor do É tudo verdade, anunciou hoje os 77 títulos de 26 países que farão parte do festival de documentários que acontecerá em São Paulo e no Rio de Janeiro, entre 03 e 13 de abril. Depois, parte da seleção, segue para Campinas (22 e 24 de abril), Brasília (30 de abril a 04 de maio) e Belo Horizonte (24 e 27 de julho).
A seleção competitiva de longas nacionais traz obras de Carlos Nader (Homem Comum), Jorge Furtado (O mercado de notícias), Pedro Asberg (Democracia em preto e branco), Gustavo Gama e Paulo Barros (Bernardes), Joaquim Castro, Eduardo Nazarian e Mariana Aydar (Dominguinhos), Leonardo Dourado (Por um punhado de dólares – Os novos emigrados), e Caue Angeli e Hernani Ramos (Triunfo).
A competição internacional traz longas de nomes de prestígio como Alex Gibney (A mentira de Armstrong), Goran Hugo Olsson (Sobre a violência) e Alain Hughetto (Jasmine, que é feito quase todo em animação).
Nesse ano, as homenagens serão para a brasileira Helena Solberg e o japonês Shohei Imamura. Da filmografia da brasileira, os destaques ficam por conta das obras inéditas no Brasil, especialmente nos anos de 1970, quando estava radicada nos EUA. Já o outro cineasta marca um feito inédito no É tudo verdade, ao ser o primeiro oriental homenageado no Festival, que irá exibir sua produção documental, realizada entre os anos de 1960 e 1970.
O maior documentarista brasileiro, Eduardo Coutinho, morto em fevereiro passado, e que já foi tema de retrospectiva do É tudo verdade, será homenageado com dois curtas inéditos que ele fez especialmente para o lançamento em DVD de Cabra Marcado para Morrer – previsto para abril. Em Sobreviventes de Galileia, o cineasta revisita a região onde o longa foi rodado, e em A família de Elizabeth Teixeira (imagem acima), o diretor reencontra uma das sobreviventes da repressão às lutas camponesas na ditadura.
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