De 2 a 9 de abril, realiza-se, no Cinema São Jorge, em Lisboa, a quinta edição do FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa. Mais de 70 filmes oriundos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal compõem uma programação distribuída em nove mostras. O festival abre no dia 2 de abril com a estreia em Portugal de Serra Pelada, de Heitor Dhalia. O Brasil marca presença com 47 produções, entre curtas e longas metragens.
Participam da competição de longas metragens cinco produções brasileiras: A memória que me contam, de Lúcia Murat; Cores, de Francisco Garcia; Elena, de Petra Costa; Menos que nada, de Carlos Gerbase; e Vazio Coração, de Alberto Araújo.
Às duas habituais seções de competição de longas e de curtas-metragens, junta-se este ano, pela primeira vez, a competição de documentários. A programação integra ainda duas novas mostras: “Democracia e Ditadura” e “País Convidado: França”, bem com uma homenagem a Cabo Verde, e as tradicionais mostras de Cinema Brasileiro (longas e curtas-metragens), Inclusão Social e Infantojuvenil.
Debate
No dia 4 de Abril, às 18h, no âmbito do FESTin, antecedendo um debate com alguns heróis do 25 de Abril (que este ano completa 40 anos) e resistentes contra a ditadura no Brasil, será exibido o documentário As memórias não se apagam, do jornalista e cineasta José Vieira Mendes.
Produzido especialmente para lembrar os 40 anos da Revolução dos Cravos em Portugal e 50 anos do Golpe de 64, no Brasil, o filme é um relato de um personagem que passou a vida a lutar pela liberdade e pela democracia. Preso e torturado no Brasil, o ex-padre, jornalista, resistente e membro de várias associações cívicas, Alípio de Freitas, continua a defender seus ideais. Trata-se de uma coprodução de Paulo Trancoso, atual presidente da Academia Portuguesa de Cinema, e das jornalistas-correspondentes Adriana Niemeyer e Léa Teixeira, com o apoio do FESTin.
Em seguidaà projeção do documentário, será realizado um debate sobre dois momentos marcantes da história de Portugal e do Brasil. Enquanto em Portugal se instaurava a Democracia, no Brasil a ditadura militar atingia 10 anos em vigor (e ainda duraria outros 11 anos). Participam neste debate o cineasta brasileiro Silvio Da-Rin, o jornalista, promotor e dirigente de diversos movimentos sociais e associações cívicas, Alípio de Freitas, a jornalista e socióloga Li An, a historiadora Raquel Varela e Otelo Saraiva de Carvalho, Capitão de Abril. A mesa será mediada por Mario Dujisin, jornalista chileno que estava em Portugal durante o 25 de Abril.
Maiores informações no site do festival: http://festin-festival.com/
