Morreu, de parada cardíaca, no final da manhã desta quinta (2-4) em sua casa, em Foz, no Porto, o cineasta Manoel de Oliveira, aos 106 anos, informa o jornal português Público. Ao todo, dirigiu mais de 60 produções entre curtas e longas. Começou aos 23 anos, com trabalhos amadores, e estreou em longa apenas em 1942, com Aniki Bóbó.
Manoel destacou-se especialmente no circuito de festivais, com longas como O Convento (1995), Viagem ao Princípio do Mundo (ganhador do Prêmio Ecumênico e da Crítica internacional no Festival de Cannes, de 1997), Vou para Casa (2001), Um Filme Falado (2003), e Espelho Mágico (2005).
Amigo dos diretores da Mostra de Cinema de São Paulo, o cineasta esteve diversas vezes no Brasil, inclusive em 2005. Seu longa O Estranho Caso de Angélica também foi produzido pelo Festival, além de um episódio do coletivo Mundo Invisível.
O último longa do cineasta foi O Gebo e a Sombra, de 2012, e seu último curta O Velho do Restelo, de 2014.
