13/06/2026

Festival Judaico de SP abre com filme "A dama dourada"

Começa nesta terça (4-8) o 19º Festival de Cinema Judaico de São Paulo. A atração de abertura é o filme A Dama Dourada, de Simon Curtis (Sete Dias com Marilyn).O festival prossegue até o dia 9/8 em cinco endereços na capital paulista (www.fcjsp19.com.br). No sábado, às 14h, haverá nova exibição do filme, seguida de um bate-papo com o curador, marchand e escritor Olivio Guedes, conselheiro de instituições de arte e cultura como o MuBe, o MIS e a Hebraica.
 
No drama baseado em fatos reais A Dama Dourada (Woman in Gold), que estreia nos cinemas em circuito nacional no dia 13/8, Helen Mirren (vencedora do Oscar de Melhor Atriz por A Rainha), encarna Maria Altmann e sua comovente cruzada por justiça e pela memória de sua família, usurpada juntamente com diversas obras de arte pertencentes à sua família e roubadas de sua casa na Viena de 1938, que fora dominadas pelos nazistas.  
 
Sessenta anos depois de fugir de avião de Viena para os Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial, a já idosa Maria Altmann (Helen Mirren) começa a sua jornada para recuperar os bens de sua família apreendidos pelos nazistas, entre eles a obra-prima do pintor Gustav Klimt, o “Retrato de Adele Bloch-Bauer”, um retrato de sua tia, mundialmente conhecido como “A Dama Dourada”, considerado o quinto quadro mais caro do mundo. Na companhia de seu inexperiente, mas valente jovem advogado Randy Schoenberg (Ryan Reynolds), Maria embarca numa grande batalha que os leva a enfrentar o museu que ficou com os quadros de sua família e o governo austríaco, num processo que chegou também à Suprema Corte americana.
 
O filme baseia-se na vida da austríaca Maria Altmann e do jovem advogado americano Randy Schoenberg, neto do célebre compositor de música clássica Arnold Schoenberg, considerado o pai do dodecafonismo.

No premiado livro “A dama dourada: a extraordinária história da obra-prima de Gustav Klimt, Retrato de Adele Bloch-Bauer” (José Olympio Editora), a jornalista Anne-Marie O’Connor retrata a formação de Viena, a contribuição da comunidade judaica para o vigor da capital austríaca nas primeiras décadas do século 19 e as consequências da presença nazista no país a partir de 1938, bem como a saga da família judia Bloch-Bauer, uma das mais respeitadas na Viena da virada do século 19 para o século 20, grande incentivadora das artes.

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