04/06/2026

César 2016 é marcado pela divisão de prêmios

Na 41ª premiação do César, principal prêmio do cinema francês, houve muita divisão. Dois filmes levaram quatro troféus cada um: Cinco Graças, de Deniz Gamze Ergüven (melhor filme de estreia, roteiro original, montagem e trilha sonora) e Marguerite, de Xavier Giannoli (melhor atriz para Catherine Frot, cenografia, figurino e som).
 
Mas os prêmios principais foram atribuídos a outros títulos. Fátima, de Philippe Faucon, história de uma mãe argelina, foi premiado como melhor filme, além de conquistar melhor roteiro adaptado e revelação feminina (Zita Hanrot). A melhor direção foi para o consagrado Arnaud Desplechin, conquistando finalmente o troféu em sua quarta indicação, pelo belo e intimista Três lembranças de minha juventude.
 
O melhor ator foi Vincent Lindon, por La Loi du Marché (no papel que já lhe dera o primeiro prêmio de sua carreira no último Festival de Cannes). A revelação masculina foi o jovem Ron Paradot, no drama De cabeça erguida, de Emmanuelle Bercot, filme que também mereceu o prêmio de ator coadjuvante para Benoît Magimel.
 
O melhor documentário foi Demain, de Mélanie Laurent e Cyril Dion – batendo favoritos como O botão de pérola, do chileno Patricio Guzmán, e A Imagem que falta, do cambojano Rithy Pahn.
 
O melhor filme estrangeiro foi Birdman, de Alejandro González Iñárritu. E a melhor animação, O pequeno príncipe, de Mark Osborne.

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