A première sul-americana de Fogo no Mar (Fuocoammare), de Gianfranco Rosi, e a estreia mundial de As Incríveis Artimanhas da Nuvem Cigana, de Paola Ribeiro e Cláudio Lobato, farão as sessões de abertura do É Tudo Verdade 2016 – 21o Festival Internacional de Documentários, respectivamente em São Paulo (7 de abril) e no Rio de Janeiro 8 de abril). O festival acontece simultaneamente nas duas cidades, até 17 de abril.
Fogo no Mar consagrou-se no mês passado como o primeiro documentário a receber o Urso de Ouro, o prêmio máximo do Festival de Cinema de Berlim. Dirigido pelo realizador italiano Gianfranco Rosi, já premiado anteriormente com o Leão de Ouro de Veneza em 2013 por Sacro GRA, é uma tocante radiografia do impacto da onda recorde de refugiados sobre o cotidiano da pequena ilha mediterrânea de Lampedusa. Fogo no Mar será lançado no circuito comercial brasileiro pela distribuidora Imovision logo após o festival.
Dirigido por Paola Ribeiro e Cláudio Lobato, As Incríveis Artimanhas da Nuvem Cigana reconstitui, por sua vez, a força renovadora e libertária de um coletivo de poetas reunido na zona sul do Rio nos anos 1970, em plena ditadura militar. Por meio de livros mimeografados e encontros híbridos, entre “happenings” e saraus, batizados de “Artimanhas”, uma nova geração abriu passagem no cenário literário nacional: Bernardo Vilhena, Chacal, Charles, o próprio diretor Cláudio Lobato, e Ronaldo Santos, entre outros.
“O festival deste ano não poderia ter aberturas mais cativantes, ainda que em estilos e por razões muitos distintos”, comenta Amir Labaki, fundador e diretor do É Tudo Verdade. Fogo no Mar trata com incrível delicadeza e notável talento narrativo a crise humanitária dos refugiados na Europa. É uma enorme honra apresentá-lo em pré-estreia na abertura paulista e agradecemos profundamente a Gianfranco Rosi e a Jean-Thomas Bernardini da Imovision por este privilégio”.
“Já As Incríveis Artimanhas da Nuvem Cigana é uma festa”, prossegue Labaki. “Paola Ribeiro e Cláudio Lobato fizeram um filme colagem, divertido e amoroso, em extraordinária harmonia com o espírito daquele coletivo que marcou época na poesia marginal dos anos 1970. O festival é imensamente grato a eles por confiá-lo a nosso público da abertura carioca”.
Depois das sessões de abertura para convidados, ambos filmes serão apresentados em projeções abertas ao público nas duas cidades que sediam o festival. O restante da programação do festival será divulgado nos próximos dias.
