Alguns dos principais documentaristas em atividade no Brasil estrearão suas novas obras na competição da 21a edição do É Tudo Verdade, que acontece entre 7 e 17 de abril. Como ressaltou o fundador e diretor festival, Amir Labaki, pela primeira vez na história os irmãos Vladimir e Walter Carvalho e Eduardo Escorel estarão juntos numa competição. Eles participam com Cícero Dias, O Compadre de Picasso; Manter a Linha da Cordilheira Sem o Desmaio da Planície; e Imagens do Estado Novo 1937-1945, respectivamente.
Completam a competição de longas nacionais, Cacaso na Corda Bamba, de Joaquim Salles e Ph Souza; Galeria F, de Emília Silveira; Jonas e o Circo Sem Lona, de Paula Gomes; e O Futebol, de Sergio Oksman.
A competição internacional de longas é composta por filmes latinos como 327 Cadernos (coprodução Chile/Argentina), o chileno Chicago Boys, o colombiano Tudo Começou Pelo Fim, o russo Catástrofe, entre outros.
A mostra Estado das Coisas, de acordo com Labaki, “ajuda a entender um pouco do nosso mundo contemporâneo”, e abordará temas como o terrorismo (Atentados: A Face do Terror), conflitos no Saara Ocidental (O Deserto dos Desertos), e o Egito contemporâneo (Faraós do Egito Moderno (Mubarak/Nasser/Sadat)).
Do Foco Latino, destacam-se Allende Meu Avô Allende, um retrato pessoal do presidente chileno Salvador Allende, dirigido por sua neta Marcia Tambutti Allende; Gabo: Da Criação de Gabriel García Marquez, de Justin Weber; e Toponímia, de Jonathan Perel, que reavalia a ditadura militar em quatro províncias de Tucumán, na Argentina.
Carlos Nader, três vezes ganhador do É Tudo Verdade, tem sua filmografia revista em uma retrospectiva. Além dos premiados Pan-Cinema Permanente (2008), Homem Comum (2014) e A Paixão de JL (2015), este ano serão exibidos filmes raros como Concepção, um curta de 2001, O Beijoqueiro: Portrait of a Serial Kisser (1992), entre outros.
Como em agosto, pela primeira vez na história, as Olimpíadas acontecem numa cidade da América do Sul, o Rio, o festival irá exibir filmes sobre os jogos. Mas, segundo Labaki, ao invés de apresentar os clássicos, mais conhecidos e acessíveis, o evento pretende olhar o presente. Os selecionados são Espírito em Movimento, de Sofia Geveyler, Yulia Byvsheva, Sofia Kucher; Olympia 52, dirigido em 1954 pelo veterano Chris Marker; Um Novo Olhar Sobre Olympia 1952, do francês Julien Faraut; Anéis do Mundo, de Sergey Miroshnichenko; e Os Campeões de Hitler, Jean-Christophe Rose – sendo esses dois últimos estreias mundiais.
Além dos filmes, o festival também promoverá a 15a Conferência Internacional do Documentário – Petrobrás, que acontecerá na Cinemateca Brasileira (SP), e cuja programação ainda será divulgada. Além de uma seleção especial nas salas da SP Cine – dois centros culturais e quatro CEUs. O Centro Cultural São Paulo apresenta uma seleção de títulos de seções informativas do É Tudo Verdade 2016. O Cine Olido exibe o ciclo Documentários Olímpicos brasileiros.
Abaixo, a seleção completa do festival, e Para mais informações sobre os filmes, e a programação completa do Festival, acesse http://etudoverdade.com.br/br/home/
SESSÃO DE ABERTURA SÃO PAULO
FOGO NO MAR, de Gianfranco Rosi (Itália/França, 108’ 2016)
SESSÃO DE ABERTURA RIO DE JANEIRO
AS INCRÍVEIS ARTIMANHAS DA NUVEM CIGANA, de Paola Vieira e Claudio Lobato (Brasil-RJ, 82’, 2016)
COMPETIÇÃO BRASILEIRA: LONGAS OU MÉDIAS - METRAGENS
CACASO NA CORDA BAMBA, de José Joaquim Salles, Ph Souza (Brasil-RJ, 88‘, 2016)
CÍCERO DIAS, O COMPADRE DE PICASSO, de Vladimir Carvalho (Brasil-DF, 79’, 2016)
GALERIA F, de Emília Silveira (Brasil-RJ, 86‘, 2016)
IMAGENS DO ESTADO NOVO 1937-45, de Eduardo Escorel (Brasil-RJ/SP, 227‘, 2016)
JONAS E O CIRCO SEM LONA, de Paula Gomes (Brasil-BA, 82‘, 2015)
MANTER A LINHA DA CORDILHEIRA SEM O DESMAIO DA PLANÍCIE, de Walter Carvalho (Brasil-RJ, 88’, 2016)
O FUTEBOL, de Sergio Oksman (Brasil-SP/Espanha, 70‘, 2015)
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL: LONGAS OU MÉDIAS - METRAGENS
327 CADERNOS, de Andrés Di Tella (Argentina/Chile, 76‘, 2015)
ANOS CLAROS, de Frédéric Guillaume (Bélgica, 76‘ 2015)
CATÁSTROFE, de Alina Rudnitskaya (Rússia, 52‘, 2016)
CHICAGO BOYS, de Carola Fuentes, Rafael Valdeavellano (Chile, 96‘, 2015)
GIGANTE, de Zhao Liang (França, 90‘, 2015)
KATE INTERPRETA CHRISTINE, de Robert Greene (EUA, 110‘, 2016)
NO LIMBO, de Antoine Viviani (França, 85‘, 2015)
NUTS!, de Penny Lane (EUA, 79‘, 2016)
PACIENTE, de Jorge Caballero Ramos (Colômbia, 85‘, 2015)
SOB O SOL, de Vitaly Mansky (Rússia/Letônia/Alemanha/República Checa/Coreia do Norte, 106’, 2015)
TUDO COMEÇOU PELO FIM, de Luis Ospina (Colômbia, 208‘, 2015)
UM CASO DE FAMÍLIA, de Tom Fassaert (Holanda/Bélgica/Dinamarca, 116‘, 2015)
COMPETIÇÃO BRASILEIRA: CURTAS - METRAGENS
A CULPA É DA FOTO, de Eraldo Peres, André Dusek, Joédson Alves (Brasil-DF, 15‘, 2015)
ABISSAL, de Arthur Leite (Brasil-CE, 17‘, 2016)
AQUELES ANOS EM DEZEMBRO, de Felipe Arrojo Poroger (Brasil-SP, 19‘, 2016)
BUSCANDO HELENA, de Roberto Berliner, Ana Amélia Macedo (Brasil-RJ, 22‘, 2016)
FORA DE QUADRO, de Txai Ferraz (Brasil-PE, 21‘, 2016)
O OCO DA FALA, de Miriam Chnaiderman (Brasil-SP, 17‘, 2016)
PRAÇA DE GUERRA, de Edi Junior (Brasil-PB, 19‘, 2015)
SEM TÍTULO # 3 : E para que poetas em tempo de pobreza?, de Carlos Adriano (Brasil-SP, 14‘, 2016)
VIDA COMO RIZOMA, de Lisi Kieling (Brasil-RS, 14‘, 2016)
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL: CURTAS – METRAGENS
A GLÓRIA DE FAZER CINEMA EM PORTUGAL, de Manuel Mozos (Portugal, 16‘, 2015)
A VISITA, de Pippo Delbono (França, 22‘, 2015)
CARACÓIS, de Grzegorz Szczepaniak (Polônia, 30‘, 2015)
CARMEN, de Mariano Samengo (Argentina, 16‘, 2015)
COSMOPOLITANISMO, de Erik Gandini (Suécia, 17‘, 2015)
EU TENHO UMA ARMA, de Ahmad Shawar (Palestina, 20‘, 2015)
FATIMA, de Nina Khada (Alemanha, 19‘, 2015)
MUNIQUE `72 E ALÉM, de Stephen Crisman (EUA, 29‘, 2016)
O ATIRADOR DE ELITE DE KOBANI, de Reber Dosky (Holanda, 12‘, 2015)
PROGRAMAS ESPECIAIS
CIDADÃO REBELDE, de Pamela Yates (EUA, 72‘, 2015)
CLAUDE LANZMANN: ESPECTROS DO SHOAH, de Adam Benzine (Canadá/Reino Unido/EUA, 40‘, 2015)
NÃO PERTENÇO A LUGAR ALGUM – O CINEMA DE CHANTAL AKERMAN, de Marianne Lambert (Bélgica, 67’, 2015)
O HOMEM QUE MATOU JOHN WAYNE, de Diogo Oliveira, Bruno Laet (Brasil-RJ, 70‘, 2016)
O ESTADO DAS COISAS
ATENTADOS: AS FACES DO TERROR, de Stéphane Bentura (França, 95‘, 2016)
DANADO DE BOM, de Deby Brennand (Brasil-PE, 75‘, 2016)
FARAÓS DO EGITO MODERNO (MUBARAK/NASSER/SADAT), de Jihan El Tahri (França, 3x60’, 2015)
LAMPIÃO DA ESQUINA, de Lívia Perez (Brasil-SP, 82‘, 2016)
O DESERTO DO DESERTO, de Samir Abujamra, Tito Gonzalez Garcia (Brasil-RJ, 86‘, 2016)
OVERGAMES, de Lutz Dammbeck (Alemanha, 164‘, 2015)
VIDA ATIVA - O ESPÍRITO DE HANNAH ARENDT, de Ada Ushpiz (Israel/Canadá, 124‘, 2015)
FOCO LATINO - AMERICANO
ALLENDE MEU AVÔ ALLENDE, de Marcia Tambutti Allende (Chile-México, 90‘, 2015)
FAVIO, A ESTÉTICA DA TERNURA, de Luis Rodríguez, Andrés Rodríguez (Venezuela, 95‘, 2015)
GABO: A CRIAÇÃO DE GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ, de Justin Webster (Espanha/Colômbia, 90‘, 2015)
TOPONÍMIA, de Jonathan Perel (Argentina, 82‘, 2015)
RETROSPECTIVA BRASILEIRA - CARLOS NADER
A PAIXÃO DE JL (Brasil-SP, 82‘, 2015)
CARLOS NADER (Brasil-SP, 15‘, 1998)
CHELPA FERRO (Brasil-SP, 52‘, 2009)
CONCEPÇÃO (Brasil-SP, 16‘, 2001)
EDUARDO COUTINHO, 7 DE OUTUBRO (Brasil-SP, 73‘, 2013)
HOMEM COMUM (Brasil-SP, 103‘ | 84‘, 2014)
O BEIJOQUEIRO: PORTRAIT OF A SERIAL KISSER (Brasil-SP, 29‘, 1992)
O FIM DA VIAGEM (Brasil-SP, 32‘, 1996)
PAN-CINEMA PERMANENTE (Brasil-SP, 83‘, 2008)
PRETO E BRANCO (Brasil-SP, 73‘, 2004)
TELA (Brasil-SP, 15‘, 2010)
TROVOADA (Brasil-SP, 17‘, 1995)
MOSTRA ESPECIAL: CINEMA OLYMPIA
ANÉIS DO MUNDO, de Sergey Miroshnichenko (Rússia, 180‘, 2015)
ESPÍRITO EM MOVIMENTO, de Sofia Geveyler,Yulia Byvsheva, Sofia Kucher (Rússia, 73‘, 2015)
OLYMPIA 52, de Chris Marker (Finlândia/França, 82‘, 1954)
OS CAMPEÕES DE HITLER, de Jean-Christophe Rosé (França, 102‘, 2015)
UM NOVO OLHAR SOBRE OLYMPIA 52, de Julien Faraut (França, 80‘, 2013)
É TUDO VERDADE NO ITAÚ CULTURAL
MATARAM MEU IRMÃO, de Cristiano Burlan (Brasil, 77‘, 2013)
O LONGO AMANHECER - CINEBIOGRAFIA DE CELSO FURTADO, de José Mariani (Brasil, 73‘, 2006)
ROCHA QUE VOA, de Eryk Rocha (Brasil, 94‘, 2002)
É TUDO VERDADE NO CIRCUITO SPCINE DE CINEMA: CINE OLIDO - DOCUMENTÁRIOS OLÍMPICOS BRASILEIROS
AS INCRÍVEIS HISTÓRIAS DE UM NAVIO FANTASMA, de André Bomfim (Brasil, 26‘, 2014)
BETE DO PESO, de Kiko Mollica (Brasil, 26‘, 2014)
JOÃO DO VOO – A HISTÓRIA DE UMA MEDALHA ROUBADA, de Sergio Miranda e Pedro Simão (Brasil, 26‘, 2014)
MARIA LENK, A ESSÊNCIA DO ESPÍRITO OLÍMPICO, de Iberê Carvalho (Brasil, 26‘, 2012)
MENINAS, de Carla Gallo (Brasil, 26‘, 2016)
MÉXICO 1968 – A ÚLTIMA OLIMPÍADA LIVRE, de Ugo Giorgetti (Brasil, 52‘, 2012)
OURO, SUOR E LÁGRIMAS, de Helena Sroulevich (Brasil, 93‘, 2014)
SE ESSA VILA NÃO FOSSE MINHA, de Felipe Pena (Brasil, 52‘, 2016)
REINALDO CONRAD – A ORIGEM DO IATISMO VENCEDOR, de Murilo Salles (Brasil, 26‘, 2012)
É TUDO VERDADE NO CIRCUITO SPCINE DE CINEMA: CEUS BUTANTÃ, JAÇANÃ, MENINOS E QUINTA DO SOL
CIDADE CINZA, de Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo (Brasil, 80‘, 2013)
PREMÊ - QUASE LINDO, de Alexandre Sorriso e Danilo Moraes (Brasil, 70‘, 2015)
