Começa amanhã (24-8), em sessão especial para convidados no CineSesc, a 27ª edição do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo. Até o dia 4 de setembro, o festival exibe, em seis salas da capital paulista, cerca de 400 filmes de mais de 60 países. Entre os temas em destaque, a liberdade de expressão, a xenofobia, a inclusão e os direitos femininos.
Entre as novidades, estão as mostras “Curtas da Berlinale” (proveniente do Festival de Berlim), “Desenhar é Preciso” (iniciativa do Canal+ francês em prol da liberdade de expressão após o atentado à redação do jornal Charlie Hebdo), e “Diferente como todo mundo”, uma parceria com o Festival de Filmes sobre Deficiência de Cannes, que estreia Elisa e Joana, dos diretores Evaldo Mocarzel e Lauro Escorel.
Entre as atrações, figuram curtas internacionais premiados – como Timecode, vencedor da Palma de Ouro, e História de um Urso, Oscar de animação – e brasileiros exibidos em Cannes, como A Moça que Dançou com o Diabo e O Delírio é a Redenção dos Aflitos. Além disso, a seleção inclui uma homenagem ao centenário do crítico e professor Paulo Emílio Salles Gomes com curtas realizados por seus antigos alunos.
Outros destaques
Na Mostra Internacional, será exibido o curta português Os cravos e a rosa, de Luísa Sequeira, que revisita a passagem do cineasta brasileiro Glauber Rocha por Portugal, em 1974, participando, como entrevistador, do documentário As armas e o povo, que colheu em primeira mão as impressões do povo sobre a recém-realizada Revolução dos Cravos.
Na mesma Mostra, está a produção franco-canadense A cabeça oculta, de Franck Dion, vencedora do prêmio de melhor curta no Festival de Animação de Annecy 2016.
E, no Panorama Paulista, um destaque é Crônicas do meu silêncio, obra de estreia de Beatriz Pessoa, que focaliza os depoimentos de mulheres sobreviventes de violência doméstica.
A programação completa está no site: http://www.kinoforum.org.br/curtas/
