As leis de incentivo fiscal não são suficientes para desenvolver efetivamente o cinema nacional. Esta foi a conclusão extraída das atividades realizadas pelo V Congresso Brasileiro de Cinema, realizado em Fortaleza. No seminário "Incentivos Culturais e a Democratização do Acesso aos Recursos para o Audiovisual", os participantes e o público se uniram e concordaram que o setor não pode "viver de migalhas". No evento, se encontraram nomes como o produtor cultural Paulo Pélico, o diretor cearense Rosemberg Cariry, Wolney de Oliveira, Paulo Mota, representante do Banco do Nordeste do Brasil, Zeca Zimmerman, ouvidor da Ancine, e o jornalista Israel do Vale. "Antes das leis de fomento, devemos conscientizar o empresariado de sua responsabilidade com a cultura nacional", afirmou o cineasta Guilherme de Almeida Prado, outro debatedor no evento. Já Paulo Pélico, produtor cultural e estudioso das Leis de Incentivo Fiscal, apresentou um estudo detalhado do assunto. Ele mostrou como o setor cultural, em relação a outros segmentos que também recebem incentivos, é um dos que menos se beneficia, vindo bem abaixo do setor de Indústria de Transformação (26,56%), Comércio e Serviços ( 19,65%), Saúde ( 8,82%) e Educação (2.65%). Cultura e Ciência e Tecnologia são os últimos da fila dos recursos, recebendo porcentual de 1,49% e 1,09%, respectivamente.Muito embora ainda predominem críticas sobre as leis de incentivo, presentes em alguns aspectos da Lei Rouanet, principalmente no que tange a dedução integral dos repasses, a conclusão final foi a de que essas leis ainda são a forma de resolver problemas imediatos neste segmento cultural. Cineweb-3/12/2003-12.30
Incentivos fiscais não são suficientes para desenvolver o cinema nacional
- Por Rodrigo Zavala
- Publicado em 03/12/2003 às 16:11
- Tempo de leitura 1 minuto
