25/07/2026

Petra Belas Artes exibe seis clássicos do cinema japonês

De 4 a 10 de fevereiro, o Petra Belas Artes sedia a mostra Grandes Mestres do Cinema Japonês, em homenagem ao “Dia da Fundação Nacional do Japão”. Anualmente, no dia 11 de fevereiro, os japoneses celebram a fundação da sua nação e a ascensão do seu primeiro imperador, o Imperador Jimmu, fato ocorrido nesta data, no ano de 660 a.C.
 
A mostra reúne seis clássicos: Contos da Lua Vaga Depois da Chuva (1953), de Kenji Mizoguchi; A Balada de Narayama (1983), de Shôhei Imamura; Juventude Nua (1960), de Nagisa Oshima; Era uma Vez em Tóquio (1953), de Yasujiro Ozu; Trono Manchado de Sangue (1957) e Dersu Uzala (1975), esses dois últimos dirigidos por Akira Kurosawa.
 
Com direção de Kenji Mizoguchi e trama baseada em dois contos do escritor Ueda Akinari, Contos da Lua Vaga Depois da Chuva – um dos filmes favoritos dos grandes diretores Martin Scorsese e Andrei Tarkovsky –, ganhou o Leão de Prata (Melhor Direção) no Festival de Veneza e foi indicado ao Oscar, na categoria de Melhor Figurino.
A Balada de Narayama, de Shohei Imamura, foi o grande vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes 1983, e é refilmagem de outro longa homônimo, de 1958, dirigido por Keisuke Kinoshita.
 
Juventude Nua é o segundo longa do diretor Nagisa Oshima, o mesmo do polêmico Império dos Sentidos, e o primeiro de uma trilogia de filmes que Oshima realizou para a produtora Shochiku, projeto que acabaria provocando o seu rompimento com a companhia.
 
Era Uma Vez em Tóquio foi inspirado no filme A Cruz dos Anjos, de Leo McCarye. Apesar do diretor Yasujiro Ozu nunca ter assistido a esse filme, seu roteirista Kogo Noda o viu e se baseou no mesmo. Ozu e Noda ficaram por volta de 100 dias em uma pousada no interior apenas trabalhando no roteiro. Depois disso, todo o desenvolvimento das filmagens e montagem se deu muito rápido. Estima-se que todo o processo levou 4 meses. Todos os banners que aparecem no filme foram pintados pelo próprio Ozu.
 
Trono Manchado de Sangue é a versão de Akira Kurosawa da obra Macbeth, de William Shakespeare, com a grande atuação de Toshiro Mifune, ator preferido de Kurosawa, com quem trabalhou em 16 filmes. Este clássico foi considerado, pelo crítico literário americano Harold Bloom como a melhor adaptação cinematográfica de Macbeth.
 
Vencedor do Oscar 1976 de Melhor Filme Estrangeiro para a Rússia, Dersu Uzala foi uma encomenda de um embaixador russo, que pediu ao japonês Akira Kurosawa que dirigisse um filme russo para os russos, pois, segundo o embaixador, naquela época, o país não tinha bons roteiristas nem diretores para a tarefa.
 
Serviço
 
Petra Belas Artes
Rua da Consolação, 2423, Consolação, S. Paulo
Sala 4 - Oscar Niemeyer
Tel. (11) 2894-5781

ESPECIAL “GRANDES MESTRES DO CINEMA JAPONÊS” (ingressos R 20,00 e 10,00, a meia-entrada): quinta (04/02), Contos da Lua Vaga, às 14h00; Era uma Vez em Tóquio, às 16h40; Trono Manchado de Sangue, às 19h20 / sexta (05/02), A Balada de Narayama, às 13h30; Juventude Nua, às 16h40; Dersu Uzala, 19h20 / segunda (08/02), Juventude Nua (96min), 14h00; Contos da Lua Vaga, às 16h40; Era uma Vez em Tóquio, 19h20 / terça (09/02) Trono Manchado de Sangue, às 14h00; A Balada de Narayama, 16h30; Dersu Uzala, às 19h20; quarta (10/02), Dersu Uzala, às 13h40; Era uma Vez em Tóquio, às 16h40; Contos da Lua Vaga, às 19h20

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