O Casamento, primeiro longa ficcional de Maíra Bühler (Diz a ela que me viu chorar), foi contemplado pelo Fundo Hubert Balls, que é ligado ao Festival de Roterdã, dedicado a apoiar cineastas da América Latina, África, Ásia, Oriente Médio e de diversas partes da Europa em qualquer fase de produção – do desenvolvimento do roteiro à pós-produção.
O filme é inspirado numa história real, e será filmado no Rio de Janeiro e Xingu (AM). A trama se passa no verão de 1952, e é protagonizada por Ayres da Cunha, um homem que causa polêmica ao resolver se casar com a índia Diacuí.
Esse amor era proibido pelas leis brasileiras da época, e ficou conhecida, na época, por conta de uma fotorreportagem da revista O Cruzeiro, onde foi narrada como um folhetim. Depois disso, ganhou rádio e cinejornais a sociedade brasileira inteira passou a se perguntar: o amor entre um homem branco e uma selvagem é legítimo?
O filme acompanha a jornada de Diacuí de sua tribo à perigosa sociedade dos brancos, onde se tornou uma espécie de “Cinderela dos Trópicos”, cuja alma foi capturada. Ao tornar-se uma figura em evidência, tornou-se a garota propaganda do American Way of Life, tal qual Doris Day.
Produzida pela paulistana Abrolhos, essa comédia dramática deve estrear nos cinemas em 2024.
