07/06/2026

Livro “Das Redes ao Estado” investiga o Cinema Novo por um enfoque alternativo

Escrito pelo jornalista, doutor e professor Luciano Miranda, o livro Das Redes ao Estado - o Capital Político no Cinema Novo faz uma leitura do movimento Cinema Novo por um prisma pouco explorado: a importância das redes sociais, no conceito sociológico, na importância para o sucesso comercial e artístico do movimento cinematográfico que está completando 60 anos.

A história resgata o percurso de oito jovens realizadores – Cacá Diegues, David Neves, Glauber Rocha, Gustavo Dahl, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Nelson Pereira dos Santos e Paulo César Saraceni, que formariam o núcleo central cinemanovista e estabeleceriam articulações políticas em diversas frentes de atuação. De fora do grupo, Roberto Farias também participaria de algumas delas, beneficiando e sendo beneficiado à ocupação, por todos eles, de espaços institucionais no interior do Estado brasileiro.
 
Partindo da já vasta bibliografia sobre o tema, Miranda se vale de conceitos da sociologia para investigar o Cinema Novo, seu impacto e importância para a cultura brasileira, como o um marco do “cinema de autor”, e abriu caminhos para o
mercado audiovisual. Os cineastas viabilizaram seu projeto de cinema, calcado num projeto de país, por meio do qual a compreensão das contradições vivenciadas e retratadas nos filmes são fermento aos processos sociais e políticos que configuram a sua superação. Fizeram história, sobre eles muitas histórias foram contadas e com destaque permanecem na história. Influenciam até hoje quem pensa o cinema e quer fazer cinema.
 
Das Redes ao Estado - o Capital Político no Cinema Novo é vendido nos site da editora Diadorim (https://www.diadorimeditora.com.br/) e da Amazon (https://www.amazon.com.br/), e custa 45 reais.

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