
Premiado no É Tudo Verdade, Elevado 3.5, de Maíra Bühler, Paulo Pastoren, João Sodré, disponível na plataforma
A partir amanhã, a plataforma gratuita Itaú Cultural Play estreia em seu catálogo documentários premiados no Festival É Tudo Verdade. Destaque para O prisioneiro da grade de ferro: autorretratos (2003), eleito pela crítica como um dos principais documentários brasileiros de todos os tempos, e Aboio (2005), exibido no ano de seu lançamento no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA).
A Itaú Cultural reforça sua parceria com o É Tudo Verdade, o mais importante festival latino-americano dedicado ao documentário, criado em 1996 por Amir Labaki. A nova atualização da plataforma, que já exibe curtas vencedores do festival entre os anos de 2011 a 2020, reúne maiscinco obras premiadas nas edições de 1998 a 2009.
Premiado na categoria melhor longa-metragem na edição de 2007, Elevado 3.5 destaca um dos cenários preferidos dos paulistanos na atualidade, o Minhocão. Com direção de Maíra Santi Bühler, Paulo Pastoren, João Sodré, filme mostra que os 3,5 km de extensão da via expressa, do centro de São Paulo, guardam casas, lojas, habitantes, passantes e memórias de um tempo que precede sua construção.
O documentário Cidadão Boilesen (2009), de Chaim Litewski, mergulha no período mais truculento da ditatura militar no país. Eleito o melhor filme na edição de 2009 do festival, a obra destaca a história do empresário dinamarquês Henning Boilesen, que atua como um dos financiadores da repressão à luta armada e da tortura de presos políticos. Sua história traz à tona a relação entre o empresariado brasileiro e os militares no poder.
Eleito o melhor filme na edição de 2005, Aboio, de Marília Rocha, mostra que, nas regiões da caatinga do Brasil, os vaqueiros guiam a boiada com um canto tradicional cada vez mais raro: o aboio. Suas vozes atravessam os caminhos semiáridos, entoando sobre tempo e sobre as vidas que habitam a paisagem sertaneja. A paisagem, a terra e a luz do sertão se tornam tão protagonistas quanto eles próprios.
Com direção de Carlos Cortez, Geraldo Filme – Crioulo cantando samba era coisa feia (1998) revela a história e obra de grandes compositores que conviveram com este compositor pioneiro do samba. Mais do que traçar um perfil sobre o artista, o documentário, eleito melhor filme em 1998, faz um percurso sobre a história do samba e da cultura negra na cidade de São Paulo, dos antigos cordões carnavalescos até as atuais escolas de samba.
Para concluir a seleção, O prisioneiro da grade de ferro: autorretratos (2003), de Paulo Sacramento, eleito o melhor filme em 2003 e considerado um dos mais importantes documentários pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE). Em um debate sobre a realidade do sistema penitenciário do país, os prisioneiros são os efetivos protagonistas neste documentário sobre as circunstâncias de viver no Carandiru, o maior presídio da América Latina.
SERVIÇO:
Itaú Cultural Play
Geraldo Filme - Crioulo cantando samba era coisa feia (1998)
De Carlos Cortez
Duração: 53 minutos
Classificação indicativa: Livre
O prisioneiro da grade de ferro: autorretratos (2003)
De Paulo Sacramento
De Paulo Sacramento
Duração: 123 minutos
Classificação indicativa: 16 anos (violência e consumo de drogas)
Aboio (2005)
De Marília Rocha
Duração: 73 minutos
Classificação indicativa: Livre
Classificação indicativa: Livre
Elevado 3.5 (2007)
De Maíra Bühler, Paulo Pastoren, João Sodré
Duração: 75 minutos
Duração: 75 minutos
Classificação indicativa: 10 anos (drogas lícitas e descrição de drogas ilícitas)
Cidadão Boilesen (2009)
De Chaim Litewski
Duração: 92 minutos
Classificação indicativa: 12 anos (tortura e linguagem chula)
