21/07/2026

Novos filmes na plataforma Itaú Cultural Play celebram os encontros afetivos

Tuca Andrada e Divina Valéria no curta Cavalo Marinho (Crédito: Divulgação)

A partir de hoje (16), a Itaú Cultural Play estreia a mostra Toda forma de amar, com filmes que abordam encontros afetivos entre pessoas, sejam eles em relacionamentos amorosos, familiares e de amizade. Com 10 filmes, nove curtas-metragens e um longa-metragem, premiados em eventos como o Festival de Gramado, a mostra convida a refletir sobre a potência de amar, conectar e cuidar, sem preconceitos.

O acesso à Itaú Cultural Play é gratuito, disponível em www.itauculturalplay.com.br, nas smart TVs da Samsung, LG, Android TV e Apple TV, nos aplicativos para dispositivos móveis (Android e iOS) e Chromecast. Você também pode encontrar conteúdos da IC Play nas plataformas Claro TV+ e Watch Brasil.

Uma das primeiras artistas trans a alcançar sucesso no Brasil, a cantora, atriz e performer Divina Valéria é a protagonista de Cavalo marinho (Pernambuco e Ceará, 2024), curta-metragem do diretor pernambucano Leo Tabosa. O filme acompanha a visita de um homem, vivido por Tuca Andrada, a sua mãe, Francisca, personagem de Valéria, em São Paulo. Francisca teme que a verdade sobre seu passado seja revelada ao filho. A atriz Soia Lira também está no elenco. 

O curta-metragem gaúcho Manchas de sol (2023), de Martha Mariot, acompanha outro encontro entre uma mãe e um filho. Adriana, uma senhora aposentada, vive feliz com sua esposa, Paola, até que recebe a visita de uma filha distante, que não sabe sobre o seu relacionamento. Diante disso, a mulher precisa enfrentar o dilema entre o medo da rejeição e o risco de abalar a sua relação com Paola.

Em Kila & Mauna (Ceará, 2023), da diretora Ella Monstra, duas amigas partem em uma jornada em busca de Triz, outra amiga, que desapareceu. O curta-metragem foi vencedor do Troféu Elke Maravilha de Melhor Filme Cearense no 18º For Rainbow e finalista de Melhor Direção de Fotografia no Prêmio da Associação Brasileira de Cinematografia (ABC) de 2024.

O longa-metragem da mostra é Down Quixote (São Paulo, 2022), do cineasta Leonardo Cortez, a primeira obra brasileira com 100% do elenco composto por atores e atrizes com Síndrome de Down. O filme é uma adaptação do clássico Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes (1547-1616). Nele, a clássica história do cavaleiro andante é recriada na imaginação de Diogo, um ator que ensaia o texto de uma peça baseada na obra de Cervantes. Ele e seus colegas de teatro, todos com síndrome de Down, dão vida aos personagens em meio às paisagens da cidade histórica de Tiradentes, em Minas Gerais. 

As vivências LGBTQIA+ também aparecem em Ilhas de calor (2019), drama alagoano dirigido por Ulisses Arthur. O protagonista do curta-metragem é Fabrício, um adolescente negro e gay que precisa lidar com uma paixão na escola. Quebramar (São Paulo, 2019), de Cris Lyra, acompanha a viagem de um grupo de amigas para a praia no Ano Novo. Entre trocas de experiências, medos e afetos, elas constroem uma rede de proteção e conforto, na qual podem ser elas mesmas.

O curta-metragem de Carol Rodrigues A felicidade delas (São Paulo, 2018) explora um romance nascido entre duas mulheres durante um protesto do Dia da Mulher. Quando o ato é repreendido pela polícia, entre sirenes e balas de borracha, elas se refugiam em um local abandonado. 

Na animação Guaxuma (Pernambuco, 2018), a diretora Nara Normande se inspira em suas próprias memórias. Selecionado em mais de 70 premiações Brasil afora e como melhor curta-metragem no 46º Festival de Gramado, em 2018, o filme aborda a relação entre Nara e Tayra, meninas que cresceram juntas na praia de Guaxuma, no litoral de Alagoas. A animação foi feita com técnica de stop motion, usando areia como material principal, em referência ao ambiente no qual se desenvolve a narrativa.

O mistério da carne (Distrito Federal, 2018) conta a história de duas amigas, Camila e Giovana, que fazem catequese juntas. Em meio ao ambiente religioso, elas vivem uma relação confusa de amor e amizade. Exibido no Festival de Sundance, mais importante vitrine do cinema independente no mundo, nos EUA, o filme mistura funk, pautas LGBTQIA+ e uma indefinida atmosfera religiosa para retratar os dramas da sexualidade. A direção é de Rafaela Camelo.

Por fim, a mostra Toda forma de amar exibe outro curta-metragem premiado. O amor na terceira idade é o mote de Rosinha (Distrito Federal, 2016), do cineasta brasiliense Gui Campos. Sabendo que está em seus últimos dias de vida, Assis resolve encontrar um companheiro para sua esposa, Rosinha. Apesar da resistência dela e dos comentários negativos dos moradores da cidade, a entrada de uma nova pessoa faz desabrochar um sentimento que o trio de idosos nunca havia sentido. Com a atriz paulistana Maria Alice Vergueiro (1935-2020) no papel de Rosinha, o filme conquistou vários prêmios em festivais nacionais, como quatro Kikitos – incluindo de melhor curta-metragem e roteiro – no 44º Festival de Gramado, em 2016. 

SERVIÇO
Mostra Toda forma de amar

A partir de 16 de maio na Itaú Cultural Play

www.itauculturalplay.com.br

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