04/06/2026

Cineasta brasileira integra o projeto de residência de Cannes

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De 1º de outubro de 2025 a 15 de fevereiro de 2026, seis jovens cineastas de diferentes origens residirão em Paris, integrando a 50ª edição do projeto de Residência do Festival de Cannes. Entre eles, a brasileira Laís Santos Araújo, ao lado de Alica Bednáriková (Eslováquia), Federico Luis (Argentina), Maksym Nakonechnyi (Ucrânia), Baran Sarmad (Irã) e Dian Weys (África do Sul). 

Nascida em Maceió, em 1993, Laís Santos Araújo tem uma trajetória promissora, iniciada com seu curta Infantaria, premiado como melhor filme na seção Generation KPlus do Festival de Berlim e vários festivais brasileiros. Seu primeiro projeto de longa, Marina, foi selecionado pelo Hubert Bals Fund, Porto Iracema das Artes, Cinemart e recebeu prêmio de melhor roteiro no Nederlands Films Festival. 

Funcionamento

Durante quatro meses e meio, os residentes se beneficiarão de um ambiente de roteiro, que combina apoio individual e reuniões em grupo com profissionais do cinema. 

Fundada em 2000 e dirigida inicialmente por Sylvie Perras, depois por Georges Goldenstern e agora por Stéphanie Lamome, a Residência recebe todos os anos doze jovens cineastas que estão trabalhando na escrita de seu primeiro ou segundo longa-metragem. Durante dois períodos anuais de quatro meses e meio, o programa oferece aos participantes um ambiente que favorece a criatividade, permitindo que se dediquem totalmente ao desenvolvimento de seus próprios roteiros e, ao mesmo tempo, estimulando a interação com profissionais já estabelecidos. 

Desde sua criação em 2000, a Residência do Festival de Cannes já acolheu mais de 250 cineastas de cerca de 60 países. Karim Aïnouz, um dos primeiros residentes, foi selecionado dois anos seguidos na competição com Firebrand (2023) e Motel Destino (2024). Lucrecia Martel, Kornél Mundruczó, Sebastián Lelio e Oliver Hermanus estrearam no programa. Vários ex-residentes tiveram suas carreiras reconhecidas em festivais internacionais: Corneliu Porumboiu (Câmera de Ouro 2006 por 12:08 A Leste de Bucareste), Amat Escalante (Prêmio de Melhor Diretor por Heli no Festival de Cannes de 2013), Michel Franco (Prêmio de Melhor Roteiro em 2015 por Crônico, em competição em Cannes, e Grande Prêmio do Júri no Festival de Cinema de Veneza por Nuevo Orden), László Nemes (Grande Prêmio de Cannes de 2015 e Oscar de Melhor Filme Internacional de 2016 por O Filho de Saul) e Wang Bing (Leopardo de Ouro no Festival de Cinema de Locarno de 2017 por Mrs. Fang). 

Em 2018, Lukas Dhont venceu a Câmera de Ouro por Girl, enquanto Nadine Labaki recebeu o Prêmio do Júri por Cafarnaum, filme indicado tanto a um César quanto a um Oscar. Nadav Lapid conquistou o Urso de Ouro na Berlinale de 2019 por Sinônimos e o Prêmio do Júri em Cannes 2021 por Ahed's Knee. No mesmo ano, Antoneta Alamat Kusijanovi? foi premiada com a Câmera de Ouro por Murina

Mais recentemente, Carla Simón recebeu o Urso de Ouro na Berlinale de 2022 com Alcarràs. Em 2024, Rungano Nyoni venceu o Prêmio de Melhor Diretor na seção Un Certain Regard de Cannes por On Becoming a Guinea Fowl, e Dea Kulumbegashvili ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival Internacional de Cinema de Veneza por April. No mesmo ano, dois ex-residentes se destacaram por seus filmes desenvolvidos na Residência em 2019-2020: Payal Kapadia, Grande Prêmio por Tudo o que Imaginamos como Luz, e Chiang Wei Liang, menção especial da Câmera de Ouro por Mongrel

O Prêmio Un Certain Regard deste ano, concedido ao diretor chileno Diego Céspedes por La Misteriosa Mirada del Flamenco, que ele desenvolveu em 2019.

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