Diretora de filmes premiados como O Orfanato (2019) e Lobo e Ovelha (2016), a afegã Shahrbanoo Sadat teve selecionado seu terceiro longa, No Good Men, como atração de abertura do próximo Festival de Berlim, no dia 12 de fevereiro, no Berlinale Palast.
O filme é a terceira parte de uma pentalogia baseada nos diários não publicados de Anwar Hashimi, que protagoniza a obra ao lado da diretora, também atriz.
Na história de toque romântico, Naru (Sadat), única operadora de câmera mulher da TV Kabul, está convencida de que não restaram bons homens no Afeganistão. Mas quando vai acompanhar numa reportagem o repórter Quodrat (Hashimi), pouco antes da volta do Talibã ao poder, em 2021, ela sente sua crença abalada e um novo sentimento brota.
No material divulgado pelo festival, a diretora declarou: “Crescendo no Afeganistão, numa sociedade profundamente patriarcal, eu acreditava que não existiam homens bons - até que descobri que existia outra realidade. Espero que este filme ofereça um exemplo a jovens mulheres e homens”.
Filmado na Alemanha, onde a diretora é radicada desde 2021, a obra é uma coprodução entre Alemanha, França, Noruega, Dinamarca e Afeganistão.
Filmes anteriores
Primeira parte de uma pentalogia, o filme de estreia da cineasta, Lobo e Ovelha, foi desenvolvido no programa de residência da Cinéfondation do Festival de Cannes em 2010. Na época, Shahrbanoo tinha apenas 20 anos e era a mais jovem diretora selecionada no programa. O mesmo filme venceu o prêmio principal da seção Quinzena dos Realizadores em 2016. Seu segundo filme, O Orfanato, foi também exibido na Quinzena dos Realizadores em 2019.
