25/06/2026

Filme recordista de Mel Gibson é relançado nos cinemas dos EUA em versão suavizada

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Até esta semana, o filme-polêmica de Mel Gibson sobre as horas finais e a crucificação de Cristo ocupava o 25º lugar entre as maiores bilheterias de todos os tempos, ostentando assombrosos 605 milhões de dólares arrecadados em todo o planeta especialmente durante o período compreendido entre 25 de fevereiro (lançamento nos EUA) e 21 de julho (Cingapura) de 2004. Mas com certeza estes números devem aumentar consideravelmente a partir de hoje, quando A Paixão de Cristo volta a freqüentar o circuito norte-americano (Canadá inclusive), agora com recorte menos agressivo. No Brasil, algumas capitais estarão mostrando o filme em pré-reestréias já a partir desta sexta (11). Segundo informa a distribuidora, cerca de 100 cópias deverão voltar às telas do circuitão nacional na Semana Santa, mas com a versão integral, aquela do lançamento original que recebeu a classificação R (“Restricted”) por mostrar “violência gráfica”.

Ao que tudo indica, o principal atrativo que transformou o filme de Gibson um campeão de audiência vai reaparecer não muito, mas com certeza mais abrandado. O lado “gore” dessa ousada interpretação das escrituras foi literalmente enxugado. O que os americanos vão ver ou rever a partir de hoje é o que está sendo chamado de The Passion Cut. No reencontro com o calvário, Mel Gibson passou pela sala de montagem e deixou por lá cerca de seis minutos do selvagem suplício a que ele submeteu não apenas o personagem, mas também contristadas e ecumênicas platéias de todo o mundo. O que não se sabe é se o voyeurismo pagante que lotou as salas vai endossar esta “suavização”.

Alguns países – Austrália, Holanda, Inglaterra e Argentina – já programaram o relançamento para dia 25 de março, não por coincidência Sexta-Feira Santa. Até esta data, porém, esta lista deverá aumentar com os planos da Fox de reapresentar o filme em escala mundial.

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