
Premiado no Cine-PE, Os ursos e nós está disponível na plataforma Itaú Cultural Play (Crédito: Divulgação)
A Itaú Cultural Play (IC Play), plataforma de streaming gratuita dedicada ao cinema brasileiro e que completa cinco anos no mês de junho, disponibiliza uma seleção de 17 filmes da 30ª edição do Cine-PE – Festival Audiovisual. A seleção reúne documentários, dramas, animações e obras experimentais que abordam temas como memória, identidade, religiosidade, pertencimento, relações familiares e transformações sociais.
Realizados em diferentes regiões do país, os filmes percorrem as paisagens brasileiras e apresentam múltiplas formas de representar a realidade. Além da diversidade regional, a coleção evidencia temas centrais da sociedade contemporânea, a partir de experiências individuais e coletivas que atravessam o Brasil.
Em A física dos invisíveis (Pernambuco, 2025), de Camilo Soares, o legado do cientista pernambucano José Leite Lopes é revisitado a partir da poética e do caos de Recife. Exilado durante a ditadura militar, o professor investiga a invisibilidade das partículas físicas enquanto sua trajetória suscita reflexões sobre populações subjugadas pelos sistemas cultural e econômico mundiais.
Dirigido por Tom Nogueira, Magritte (Pernambuco, 2025) se passa em uma realidade surrealista onde todos escondem suas peles. Nesse contexto, um homem enfaixado e preso à rotina se vê fascinado por uma mulher após observá-la morder uma maçã verde.
No curta-metragem Medo monstro (Pernambuco, 2025), de Andrew Gledson e Eduardo Padrão, uma menina enfrenta a presença de um monstro que ameaça dominar tudo ao seu redor. A narrativa utiliza elementos fantásticos para abordar questões relacionadas à empatia, resistência e aos medos que atravessam a sociedade.
O documentário Os ursos e nós (Pernambuco, 2025), de Maria Acselrad, acompanha uma das mais tradicionais manifestações carnavalescas da Região Metropolitana do Recife. Entre cores, ritmos e movimentos, o filme observa a presença dos Ursos no imaginário popular pernambucano e sua relação com as comunidades que mantêm viva essa tradição.
Em Salam (Pernambuco, 2025), de Bruna Tavares, uma jovem vive sua experiência de encontro com a fé no sertão de Pernambuco. O curta acompanha essa jornada espiritual em meio à paisagem do interior do estado.
Dirigido por Pedro Fillipe, Velha roupa colorida (Pernambuco, 2025) apresenta o encontro entre Gabriel, que está descobrindo sua identidade no universo drag, e Beto. Quando suas trajetórias se cruzam, cria-se uma amizade em meio ao conflito geracional.
Na ficção A ascensão da cigarra (Rondônia, 2025), de Ana Clara Ribeiro, uma jovem que trabalha escrevendo para funerárias tenta alinhar corpo e memórias, quando a noite é tomada pelo som das cigarras no meio da Amazônia.
João de Barro (Minas Gerais, 2025), de Daniel Jaber e Lu Damasceno, acompanha Tereza, que, após sofrer um aborto, reúne forças para reagir às violências do marido, obcecado pela construção de um casebre de barro nas profundezas do cerrado mineiro.
A animação TV entreaberta (Minas Gerais, 2025), de Mateus Compart, apresenta a história de uma mulher abduzida para dentro de sua televisão. Nesse novo plano, ela passa por programas infantis, talk shows, propagandas e seriados enquanto é atormentada por uma figura que parece controlar a realidade.
Em Via sacra (Pernambuco, 2024), de João Campos, Gleide tenta se concentrar em seu trabalho até receber um telefonema inesperado, que a coloca em uma via sacra pela vida.
No longa-documentário Arrenêgo (Pernambuco, 2025), de Fernando Weller, Naywá retorna à sua cidade natal, Oeiras, no interior do Piauí, e propõe a um grupo de atores amadores a encenação de um Sabá de Bruxas baseado em um documento de 1758. A partir dessa experiência, o filme estabelece conexões entre opressões coloniais, raça e gênero, articulando passado e presente.
Dirigido por Claudia Castro, Teia (Rio de Janeiro, 2025) acompanha Olivia, que enfrenta a depressão após a morte da irmã gêmea. Convidada para participar de um retiro organizado por um grupo de empoderamento feminino, ela encontra acolhimento inicial, mas logo percebe a atmosfera opressora do ambiente.
No documentário Carnaval de corpo e alma (Pernambuco, 2025), de PC Pereira, o diretor reflete sobre a relação dos pernambucanos com o carnaval. Utilizando imagens históricas, arquivos familiares e registros musicais, o filme observa como a festa se tornou parte fundamental da cultura local.
Em Festa Infinita (Pernambuco, 2024), de Ander Beça, um grupo experimenta formas de abrir brechas no tempo e no espaço. No entanto, esses momentos são passageiros, e eles precisam retornar à realidade cotidiana, marcada por trabalho, responsabilidades domésticas e contas a pagar.
Já em Presente de aniversário (Pernambuco, 2025), de Uílma Queiroz, a diretora registra o processo de reconstrução das memórias do repentista e cantador de viola Anízio Queiroz, que enfrenta a perda gradual da memória. Juntos, pai, filha e familiares revisitam lembranças e poesias.
Espelho da memória (São Paulo, 2025), de Filipe Travanca e Roberto Simão, utiliza arquivos da infância, gravações atuais e referências audiovisuais para refletir sobre memória, arte e afeto a partir da relação entre Guinho e sua avó, Cida.
Dirigido por Karen Black e Lucas Van de Beuque, José Bezerra, artista (Rio de Janeiro, 2026) acompanha o escultor José Bezerra, pioneiro da arte em madeira no Vale do Catimbau. Entre fatos e fabulações, o filme propõe um encontro com a trajetória e a imaginação do artista.
O documentário Da aldeia à universidade, de Leandro de Alcântara e Túlio de Melo (TO, 2025) traz temática indígena. Com 16 minutos de duração, ele acompanha Srowasde Xerente e Krtadi Xerente quando saem de sua aldeia em busca de formação universitária e registra os conflitos culturais que encontram.
Roteiro para uma fuga é um drama de Priscila Nascimento (PE, 2025), que trata de questões de identidade e filosóficas sobre a existência. Nele, uma mulher se sente como se seguisse um roteiro de filme. Entre dramas que vêm de longe e cenas do cotidiano, ela busca realizar o enredo de sua própria história e vida.
Encerrando a seleção, O pintor (Rio Grande do Sul, 2025), de Victor Castilhos, acompanha um pintor de casas que sonha em ser reconhecido como artista. Diante da constante rejeição de suas obras, ele precisa decidir se irá vandalizar um quadro em uma casa de artes para finalmente expor seu trabalho.
O acesso à Itaú Cultural Play é gratuito, disponível em www.itauculturalplay.com.br, nas smart TVs da Samsung, LG, Android TV e Apple TV, nos aplicativos para dispositivos móveis (Android e iOS) e Chromecast. O conteúdo da IC Play também está disponível nas plataformas Claro TV+, SKY+ e Watch Brasil.
