Nesta edição 2026, a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo completa 50 anos. Entre 15 e 29 de outubro, serão exibidos 380 títulos de 93 países, incluindo curtas, longas e séries em 57 salas de cinema, espaços culturais e CEUs.
Novamente, a Mostra conta com um espaço temporário, a Sala Petrobras na Mostra, que neste ano fica no Solar Fábio Prado, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2.705 – Jardim Paulistano. Lá será realizado o VI Encontro de Ideias Audiovisuais, além de uma exposição, sessões especiais e masterclasses.
Na quarta-feira, 14 de outubro, acontece a abertura para convidados da 50ª Mostra, na Sala São Paulo, com o longa-metragem Tigre de Papel, de James Gray, exibido na competição do Festival de Cannes, antecedido do curta Sul de Teerã, de Kleber Mendonça Filho. Tanto o cineasta estadunidense quanto o brasileiro estarão presentes na sessão.
Além de abrir o evento com seu filme, James Gray assina a arte do cartaz da 50ª edição. Ele também é homenageado com uma retrospectiva e com o Prêmio Leon Cakoff, que é entregue em evento aberto ao público com exibição de Tigre de Papel, seguida de conversa do diretor com o cineasta Walter Salles, na quinta-feira, 15 de outubro, na Sala Petrobras na Mostra.
Também na abertura, o produtor português Paulo Branco recebe o Prêmio Leon Cakoff. Ele será homenageado com uma retrospectiva, apresentando uma seleção de suas mais de 300 produções, incluindo A Cidade dos Piratas (1983), de Raúl Ruiz, em cópia 35mm, e O Rei das Rosas (1986), de Werner Schroeter, em restauro inédito.
Filmes
Ainda como parte das comemorações, a Sessão 50 Anos exibe Fjord, dirigido pelo romeno Cristian Mungiu, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, no dia 19 de outubro, no Cultura Artística. Na sequência, há sorteio de brindes comemorativos da data especial.
Na programação, figuram o Leão de Ouro em Veneza, Mulher Desconhecida, de May el-Toukhy; Amor Possível, do sul-coreano Lee Chang-dong e vencedor do Leão de Prata – Grande Prêmio do Júri no último Festival de Veneza; Musk, documentário de Alex Gibney sobre Elon Musk; O Ser Querido, de Rodrigo Sorogoyen, estrelado por Javier Bardem e exibido em competição no Festival de Cannes; Look Back, de Hirokazu Kore-eda; Retorno a Buenos Aires, de Marco Bechis; Homem ao Mar, de Gael García Bernal; Deixem-nos Passar, Caros Ancestrais, de Lav Diaz; O Sentido da Vida, de Ryûsuke Hamaguchi; A Aventura Sonhada, de Valeska Grisebach; Minotauro, de Andrey Zvyagintsev; A Terra do Meu Pai, de Pawel Pawlikowski; Everytime, de Sandra Wollner; Eu Vejo Edifícios Caírem como Raios, de Clio Barnard; Iron Boy, de Louis Clichy; Um Dia na Vida de Jo: Capítulo Fedra, de Jacqueline Lentzou; A Casa do Vento, de Auguste Bernard; Kouemo Yanghu, Às Vezes Sinto Tristeza, Outras Vezes Revolta, de Maria Aparicio; 17, de Kosara Miti; O Dia em que Ela Volta e Onde Repousar Meus Olhos, ambos de Hong Sang-soo; Wolfram, de Warwick Thornton; Aqui Não É o Seu Lugar, de Florin Zerban; A Violinista, de Ervin Han e Raúl García; Variações Sobre um Tema, de Jason Jacobs e Devon Delmar; Ha-Chan, De Volta à Dança!, de Josef Kubota Wladyka; Super Academia Afegã, de Shahrbanoo Sadat; O Outro Lado das Redes, de Aaron Sorkin, com Jeremy Strong, Jeremy Allen White e Mikey Madison; Ray Gunn, animação para adultos dirigida por Brad Bird, e dois filmes do recém-falecido documentarista chileno Patricio Guzman: A Batalha do Chile (3 partes) e O Primeiro Ano.
O cineasta estadunidense Boots Riley (Desculpe te Incomodar, de 2018) vem apresentar seu novo filme, I Love Boosters, participar de conversa com o público e fazer parte do júri da Competição Novos Diretores, assim como o iraniano Ali Asghari, que exibe Um Pouco de Esperança, em competição no último Festival de Veneza. Além de Riley e Asgari, completam o júri o diretor colombiano César Augusto Acevedo e a diretora brasileira Laís Bodanzky.
O diretor indiano S.S. Rajamouli apresenta pessoalmente uma sessão especial de RRR: Revolta, Rebelião, Revolução (2022), vencedor do Oscar® de melhor canção. É a chance de assistir na tela grande ao longa-metragem, que no Brasil só chegou ao streaming, e depois conversar com o diretor, que recebe o Prêmio Leon Cakoff, no dia 19 de outubro, na Sala Petrobras na Mostra, no Solar Fábio Prado.
Eventos especiais
A celebração dos 50 Anos conta com as exposições Tempo e Movimento: Os 50 anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, no Solar Fábio Prado, concebida pela cineasta e multiartista Daniela Thomas, e STEPS – Fotografias Inéditas de Abbas Kiarostami, no MIS. No dia 24 de outubro, no MIS, há a exibição do curta Me Leve pra Casa e do documentário 24 Frames, ambos de 2016, seguida de um debate entre o filho de Abbas, Ahmad Kiarostami, e o diretor argentino Lisandro Alonso, que adapta Gosto de Cereja (1997) para a América Latina com Wagner Moura no papel principal.
O lançamento dos livros Antes que eu Me Esqueça: Um Ensaio de Lembranças para os 50 Anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, com memórias da diretora Renata de Almeida, pela Cosac, e 50 Anos, 50 Cartazes: A História dos Cartazes da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo também faz parte das homenagens à data especial.
A 50ª edição também marca o lançamento de uma nova plataforma, o Acervo, que reúne 50 anos de história da Mostra e informações sobre mais de 12 mil filmes.
A Mostrinha, dedicada ao público infantil, chega à terceira edição com 20 longas e um curta de 20 países. Treze são animações.
Masterclasses
A masterclass gratuita O Cinema de Contrapartida em Territórios de Conflito, com Eliane e Carla Caffé, é voltada para estudantes de escolas públicas e para o público em geral e acontece no dia 19 de outubro, na Sala Petrobras na Mostra, que fica no Solar Fábio Prado.
A conversa com Walter Salles a respeito de sua série Sócrates Brasileiro, sobre o jogador de futebol do Corinthians e da Seleção Brasileira, líder da Democracia Corinthiana, ocorre no dia 23 de outubro, no Espaço Petrobras de Cinema, após a exibição de dois episódios em finalização.
Sócrates Brasileiro é apenas uma das produções da seção Mostra em Série, que apresenta ainda Coligay – A Torcida Impossível, de Paulo Machline, sobre a torcida gay do Grêmio criada na ditadura; Colônia - Segunda Temporada, de André Ristum, sobre os abusos no hospital psiquiátrico em Barbacena; Leve Chico, de Marianna Brennand, em que artistas reinterpretam as canções de Chico Buarque; O Oligarca e o Negociante de Arte, de Andreas Dalsgaard, sobre a guerra entre dois empresários, exibida em Sundance; além do restauro da minissérie A Casa no Bosque (1971), de Maurice Pialat, sobre uma vila francesa durante a Primeira Guerra Mundial.
Programação e ingressos
A programação completa, lista de favoritos e compra de ingressos estão disponíveis no aplicativo da Mostra, que pode ser baixado a partir da próxima semana em celulares com sistemas operacionais Android, pela Google Play, e iOS, pela App Store. O programa permite ainda a criação de agenda com datas e horários dos títulos escolhidos e, para credenciados, é possível reservar entradas.
