Segundo Sandra, o filme foi convidado a participar da Mostra Itinerante, um evento paralelo que acontece antes do festival propriamente dito. Na ocasião do convite, de acordo com a diretora do festival, teria sido esclarecido à produtora de D. Helder – O santo Rebelde, Andréia Magalhães Glória, que só haveria verba para o transporte do filme, sem passagens para acompanhantes. Então, de acordo com a nota: “Não contente, a produtora Andréia Magalhães Glória demorou a dar um retorno se o filme participaria da Mostra Itinerante nestes termos. Sendo assim, o festival buscou outros contatos e acertou com outro filme, para que houvesse tempo hábil de produção”.
A produtora Andréia Magalhães, por sua vez, afirmou que “nunca a ida do filme foi condicionada à viagem de ninguém, nem à concessão de passagens”. De acordo com ela, desde a data do primeiro convite, 27 de janeiro, ela mesma confirmou a ida de D. Helder – O Santo Rebelde. A produtora informou que apenas perguntou se haveria alguma passagem para que alguém da equipe do filme fosse também, o que, segundo ela, “é praxe em festivais”. “Mas se tratou apenas de uma consulta, nunca de uma exigência”, esclareceu.
Em sua nota, Sandra Bertini disse também que a produtora teria mandado confirmação do filme apenas em 16 de março, “período no qual o prazo já estava expirado e outro filme havia sido escalado em seu lugar”. Mais uma vez, Andréia Magalhães nega. “Essa data não procede. O coordenador de nossa produtora, Marcos Henrique, recebeu, na verdade, dois e-mails em 9 de março. O primeiro, de manhã, ainda confirmava o convite. Às 18h, chegou outro, no qual agradeciam nosso empenho para levar o filme mas, infelizmente, o tempo de produção do catálogo estava esgotado”. A produtora diz que o incidente aborreceu profundamente a diretora Erika Bauer, que decidiu, então, recusar sua participação no júri, que também havia sido acertada.
