A premiação de Mocarzel era dada como certa, mas foi surpreendente o grande número de troféus recebidos.
O segundo colocado da noite foi o filme gaúcho Cerro do Jarau, de Beto Souza, que recebeu três prêmios: atriz (para Lu Adams), ator coadjuvante (Miguel Ramos) e direção de arte. A premiação de Júlia Barth foi outra surpresa, pois a grande favorita era Betty Faria por seu desempenho em Bens Confiscados, de Carlos Reichenbach. O filme de Carlão ficou com o troféu de melhor longa de ficção.
Nova surpresa foi a premiação do elenco mirim do filme No Meio da Rua, do carioca Antonio Carlos da Fontoura: melhor ator (dividido entre os garotos Guilherme Vieira e Clesley Delfino) e atriz coadjuvante (a menina Maria Mariana Momenrat). O filme também ganhou o importante troféu especial Gilberto Freire, pelo reconhecimento à cultura negra. O longa conta a amizade entre um garoto branco de classe média e um menino negro da favela.
O documentário Aboio, de Marília Rocha, ganhou os prêmios de trilha sonora e edição de som. Soy Cuba, el Mamute Siberiano, de Vicente Ferraz, ganhou o troféu de melhor roteiro.
Dos curta-metragens, Fuloresta do Samba,de Marcelo Pinheiro, venceu como melhor para o júri, ficando com o troféu do público O Mundo é uma Cabeça, de Cláudio Barros e Bidu Queiroz. A crítica preferiu premiar o curta Vinil Verde, de Kleber Mendonça Filho, que foi selecionado anteriormente para participar da Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes deste ano, juntamente com outro curta premiado no Cine PE - com o troféu especial do júri - Da Janela do Meu Quarto, de Cao Guimarães.
A produtora Sara Silveira foi muito aplaudida ao puxar um coro de "Viva Pernambuco". O motivo da comemoração é que o filme Cinema, Aspirina e Urubus, do pernambucano Marcelo Gomes, que ela co-produziu, foi selecionado para participar da seção Um Certo Olhar do Festival de Cannes. Sara, aliás, estará em Cannes com outro filme que co-produziu, Cidade Baixa, de Sergio Machado, também selecionado para a seção Um Certo Olhar.
