A APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), divulgou uma nota oficial assinada pelo jornalista e crítico Luiz Carlos Merten, Presidente em Exercício da entidade, em repúdio à atitude da empresa. “É sintomático que essas medidas restritivas surjam justamente agora, dentro desse novo quadro criado pós-11 de setembro. O mundo todo ficou mais ditatorial e o poder é econômico. A ideologia, agora, é a do dinheiro. Quem deve decidir o quê ou quando publicar são as empresas e seus jornalistas, de acordo com suas consciências e as necessidades de seus leitores. O mais grave é que isso cria uma irritação desnecessária. Ou a UIP acha que, depois do seu termo de compromisso (um ato patriótico como se exige da imprensa, atualmente, nos EUA), os críticos vão ver Guerra dos Mundos com a mesma isenção? A empresa está criando uma guerra. Não era preciso. Bastaria a do filme”, conclui o texto.
Em Nova York, os críticos de cinema da cidade foram barrados na pré-estréia que houve na quinta-feira. O colunista do New York Times Campbell Robertson ironizou a medida perguntando se os jornalistas foram esnobados por causa das crenças na Cientologia de Cruise, ou se porque o astro foi vítima de uma ‘pegadinha’ no final de semana passado. Já os críticos alemães também vieram a público repudiando a medida tomada por Spielberg, Cruise e Paramount. Numa nota divulgada pela Associação de Críticos daquele país o representante disse que condena a atitude tomada pelo estúdio e isso ‘obstrui a imprensa de direitos constitucionais’.
É curioso notar que a mesma atitude não aconteceu em 2002, quando a dupla lançou Minority Report - A Nova Lei (foto), lançado pela Fox.
