25/06/2026

Festival de Belém consolida novo pólo de cinema

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Em seu segundo ano, o Festival de Belém do Cinema Brasileiro consolida mais uma tentativa de criar pólos múltiplos de criação para o cinema brasileiro. Neste caso, a produção local está vinculada aos vídeos, curtas e documentários - gênero que, pelo seu menor custo e maior agilidade de produção, vem se revelando um verdadeiro foco de resistência do cinema brasileiro - ainda mais num ano em que o mercado nacional se ressente de um menor número de lançamentos em relação aos últimos dois anos, o que certamente é uma das razões, também para uma suposta falta de resultados na bilheteria.

A seleção dos longas da competição principal aqui em Belém é das mais cuidadosas. Escolheu-se seis dos melhores filmes exibidos os últimos dois anos no Brasil, tanto no circuito comercial, quanto em festivais.

É o caso por exemplo deCabra Cega, de Toni Venturi, e Quase Dois Irmãos (foto), de Lúcia Murat - este último, atração da noite desa segunda (18) e até agora o longa brasileiro de maior fôlego artístico lançado em 2005.

Dois outros longas que igualmente passaram rapidamente pelo circuito comercial e ainda estão em cartaz em alguns pontos do País são Quanto Vale ou é Por Quilo?, de Sérgio Bianchi, e Extremo Sul, de Monica Schmiedt e Sylvestre Campe.

Completam a seleção dois documentários que, apesar de inéditos no circuito comercial, vêm colecionando prêmios em festivais recentes, o que pode indicar que mereçam já a esta altura chegar a um maior número de espectadores: Do Luto à Luta, de Evaldo Mocarzel (grande vencedor do Festival de Recife) e Estamira, de Marcos Prado (premiado no Festival do Rio 2003 e na Mostra BR de São Paulo em 2004).

Com a exibição destes filmes, o festival atualiza Belém com a produção recentíssima de outros estados e oferece uma alternativa, embora limitada, à circulação de cultura num País com a dimensão de um continente.

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