A escolha de “Gaijin” como melhor filme foi uma grande surpresa, pois se comentava que os filmes gaúchos “Diário de um Novo Mundos” e “Sal de Prata” dividiriam os prêmios principais. Mas “Diários” ficou apenas com dois kikitos, roteiro e júri popular, e “Sal de Prata” com um, o de montagem, para Giba Assis Brasil.
Além do prêmio de melhor filme,“Gaijin” ganhou os kikitos de direção, música (para Egberto Gismonti) e atriz Coadjuvante, para a amadora Aya Ono, uma feirante de 77 anos que encantou o público com sua personagem da avó Titoe.
O filme “Cafundó”, que marca a estréia do ator Paulo Betti na direção, também levou quatro kikitos: prêmio especial do júri, direção de arte, fotografia e ator (para Lázaro Ramos). A crítica não esperava que Betti saisse de Gramado com uma colheita tão grande.
O filme “Carreiras”, de Domingos de Oliveira, ganhou o prêmio de melhor atriz para Priscila Rozenbaum. Desde que o filme foi exibido, o prêmio de Priscila era dado como certo. O mesmo ocorrendo com Lárazo Ramos, por sua atuação em “Cafundó”.
O prêmio de melhor documentário ficou com o brasileiro “Soy Cuba, o Mamute Siberiano”, de Vicente Ferraz.. Os filmes “Do Luto à Luta”, de Evaldo Mocarzel, e “Doutores da Alegria”, de Mara Mourão, dividiram o prêmio especial do júri. O filme de Mara Mourão também ganhou o troféu do júri popular.
Ao receber seu kikito, Mara lamentou que ao dividir a competição entre longas de ficção e documentários, a organização do festival não destinou aos competidores documentais os mesmos prêmios dados aos longas, como categorias técnicas, roteiro e direção.
Entre os longas latinos, o vencedor foi o filme “Por um Mundo Menos Peor”, do argentino Alejandro Agresti, que levou os prêmios de melhor filme, direção e atriz (para Julieta Cardinali).
O filme mexicano “Um Dia Sem Mexicanos”, de Sérgio Arau, ganhou o prêmio especial do júri. O kikito de ator foi para o venezuelano Roque Valero, por sua atuação em “Punto y Raya”.
A crítica não fez distinção entre filmes de ficção e documentais e premiou o documentário “Soy Cuba, o Mamute Siberiano”. No segmento Latino, escolheu como melhor filme o venezuelano “Punto y Raya”.
No segmento de curtas-metragens, o grande vencedor foi “Entre Paredes”, de Eric Laurence, que ficou com os kikitos de melhor filme (30 mm), direção, montagem e aquisição do Canal Brasil (que dividiu com “Balaio”)
