No debate com o público, nesta terça (25), no Clube da Mostra (no Conjunto Nacional, em São Paulo), a cineasta disse que provavelmente esse material filmado sobre Bergman irá para algum arquivo naquele país. Os direitos desse material pertencem à TV sueca, por isso a diretora não sabe se alguma parte dele será ou não incluída numa futura edição do documentário em DVD.
Marie destacou o carinho que Bergman, hoje com 87 anos, dedica a São Paulo, cidade que foi a primeira a dar um prêmio a um filme seu (Noites de Circo, premiado em 1954, num festival realizado no quarto centenário da capital paulista). Ela revelou ter enviado ao diretor um postal da cidade para mostrar-lhe “como é diferente” do local onde ele vive, a isolada e tranqüila ilha de Farö, de onde ele não sai desde 2004.
A cineasta elogiou também a programação de uma retrospectiva do sueco Victor Sjöström (1879-1960) na Mostra: “Na Suécia, ninguém mais vê estes filmes. Fiquei surpresa de ir a uma sessão destas, com 100 pessoas na sala, e ninguém ter saído”. Sjöström é, assumidamente, um dos mestres de Bergman, que assiste pelo menos uma vez por ano ao filme A Carruagem Fantasma (1921) - que terá uma sessão neste domingo (30), às 17h, no Cinesesc.
