23/06/2026

Filmes brasileiros são grandes vencedores da 29ª Mostra

Dois filmes brasileiros, o documentário Pro Dia Nascer Feliz, de João Jardim, e o longa de ficção Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes, foram os grandes vencedores da 29ª Mostra BR – Mostra Internacional de Cinema. Cada um deles venceu três troféus, entregues na cerimônia ocorrida nesta quinta (3), no Memorial da América Latina, após a exibição de cópia restaurada do clássico Encouraçado Potemkin (1925), de Sergei Eisenstein. A exibição do filme foi acompanhada pela apresentação da Orquestra Jazz Sinfônica, executando partitura original do compositor alemão Edmund Meisel, composta em 1926.

Retratando a crise da educação no Brasil a partir do depoimento de jovens alunos e seus professores em diversos estados, Pro Dia Nascer Felizobteve o Prêmio da Juventude – votado pela platéia de 16.000 alunos de escolas públicas que freqüentaram a seção Festival da Juventude deste festival -, o Prêmio Bombril (que atribuiu R$ 15.000,00 ao melhor documentário da seleção nacional deste ano) e o prêmio de melhor documentário pelo júri.

Enfocando a convivência de um alemão e um brasileiro, que rodam as estradas do interior do Brasil em plena II Guerra, Cinema, Aspirinas e Urubus foi contemplado com o troféu de melhor longa de ficção para o júri, melhor ator para João Miguel e melhor filme brasileiro para a crítica.

O júri premiou também a produção chinesa Pavão, de Gu Changwei, com um troféu especial pela direção e iluminação, e o roteiro do americano Uma Vida Iluminada, estréia na direção do ator Liev Schreiber. O prêmio Humanidade, criado em 2004, este ano foi entregue ao documentarista brasileiro Eduardo Coutinho. O prêmio Bombril para melhor filme nacional de ficção, no valor de R$ 25.000,00, foi dado ao estreante Marcelo Galvão, pelo filme Quarta B.

A crítica premiou como melhor longa estrangeiro o chinês O Mundo, de Jia Zhang-Ke, e concedeu menção honrosa a Jon Wengstrom, curador da Cinemateca Sueca, pela retrospectiva do cineasta Victor Sjöström.

O público da Mostra escolheu como seus melhores os curtas Minha Humanidade, do americano Daniel Skaf, e O Caderno Rosa de Lori Lamby, do brasileiro Sung Sfai; os médias Golpe de Estado contra Hugo Chávez (França), de Kim Bartley e Donnacha O’Brien, e o brasileiro Tinta Fresca, de Paula Alzugaray e Ricardo Van Steen; o documentário sueco Ingmar Bergman Completo: Bergman e o Cinema; Bergman e o Teatro; Bergman e a Ilha de Farö, de Marie Nyreröd; e o longa dinamarquês de ficção Adam’s Apples, de Anders Thomas Jensen.

Notícias relacionadas