Rimini, a terra natal de Federico Fellini (1920-1993), prepara-se para homenagear devidamente seu filho mais famoso. Está em preparativos a abertura do Museu Fellini, que será abrigado na casa em que o diretor nasceu. Em suas dependências, deverão ser guardados inúmeros desenhos e story boards do diretor, que costumava planejar com eles personagens e seqüências de seus filmes inesquecíveis - como Os Palhaços, Amarcord e A Estrada, os três em cartaz em cinemas de São Paulo.
Os organizadores do museu esforçam-se para terminar a organização do acervo antes do décimo aniversário da morte do cineasta, em 31 de outubro.
A última homenagem recebida pelo diretor em sua terra foi o batismo com seu nome do aeroporto internacional de Rimini, que aconteceu em novembro de 2001. Todas as dependências de embarque e desembarque foram decoradas para criar uma atmosfera felliniana. Há uma estátua de bronze feita pelo artista polonês Bendalsky, música ambiente de Nino Rota no serviço de som, telas grandes de televisão para a projeção de trechos de filmes e desenhos do próprio Fellini e outras imagens.
Cineweb-6/2/2003-17.14
