Documentarista brasileiro revela a face zen de David Lynch
- Por Alysson Oliveira
- 26/05/2011
- Tempo de leitura 1 minuto
O cineasta norte-americano David Lynch é conhecido pelos seus filmes e personagens estranhos. Basta assistir aos famosos Veludo Azul, Cidade dos Sonhos e o recente Império dos Sonhos para notar que sua obra flerta com o bizarro. Mas tamanha foi a surpresa do brasileiro Marcos Andrade quando, em 2008, acompanhou o diretor por uma semana, durante o lançamento no Brasil de seu livro Águas Profundas: Criatividade e Meditação. “Ele é o oposto do que a gente imagina por seus filmes. É uma pessoa alegre, feliz, supertranquila”, disse Andrade ao Cineweb.
O projeto surgiu de um convite da Fundação David Lynch, mas foi bancado pelo próprio brasileiro. “Não teve nenhuma interferência da parte deles, nem de Lynch. Pudemos fazer o filme que queríamos”. Em Transcendendo Lynch, o diretor americano fala de meditação, cinema, criatividade e da sua primeira visita ao Brasil. O filme o acompanha por quatro cidades, onde deu palestras e autografou livros e DVDs.
Ao ter ‘acesso total’ a Lynch, o brasileiro confessa que se surpreendeu com a disposição do cineasta. “Ele é uma pessoa muito simples, solícita e simpática. Acho que por conta da meditação ele está de bem com a vida”.
Quando o assunto é criatividade, Andrade crê que a meditação tem ajudado Lynch. “Não acho que ele tenha ideias para os filmes enquanto está meditando, mas isso o ajuda a ficar mais calmo, alivia o estresse, e, por isso, consegue ser mais criativo”.
Ao todo, o documentarista tinha cerca de 120 horas de gravação da turnê de Lynch pelo Brasil. Duas câmeras eram de sua equipe e outras duas foram trazidas pelo cineasta norte-americano. “Não foi fácil montar o documentário. Achei melhor organizar por assunto do que por lugares por onde Lynch passou. Ficou mais claro”.
