“Aqui as pessoas são mais felizes do que na França”, diz Vincent Cassel
Vincent Cassel está tão à vontade no Brasil, que, confessa, prefere ser chamado de Vincente: “Soa mais natural aqui, é mais fácil e eu gosto também”. O ator, sua mulher, a italiana Monica Bellucci, e os dois filhos do casal mudaram-se para o Rio de Janeiro há um ano, porque o ator gosta do modo de vida daqui. "Eu amo o Rio de Janeiro, não consigo me imaginar vivendo em outra cidade do Brasil”.
- Por Alysson Oliveira
- 19/05/2013
- Tempo de leitura 2 minutos
por Alysson Oliveira
Vincent Cassel está tão à vontade no Brasil, que, confessa, prefere ser chamado de Vincente: “Soa mais natural aqui, é mais fácil e eu gosto também”. O ator, sua mulher, a italiana Monica Bellucci, e os dois filhos do casal mudaram-se para o Rio de Janeiro há um ano, porque o ator gosta do modo de vida daqui. Numa entrevista para o lançamento no Brasil do suspense Em Transe, Cassel explica, num português quase sem sotaque e completamente sem erros, que não moraria em outra cidade. “Não dá para viver nos Estados Unidos agora. A Inglaterra me dá tristeza. Eu amo o Rio de Janeiro, não consigo me imaginar vivendo em outra cidade do Brasil”.
No entanto, ele diz que sempre será francês, apesar de ter “muita gente na França que não é feliz com o país. O patriotismo francês está se ligando à extrema direita. Se uma pessoa pendura uma bandeira na janela, todo mundo assume que ali mora alguém dessa posição política. Aqui, no Brasil, é diferente. As pessoas são mais felizes.”
Cassel conta que tem projetos para filmar no Brasil, com Cacá Diegues, e também outras duas produções estrangeiras faladas
O ódio, de Mathieu Kassovitz, em que ele atua – um dos filmes mais importantes da carreira do ator – foi lançado na França. “Muita gente chama de Trainspotting francês”.
O que mais lhe chamou a atenção ao trabalhar com Boyle foi o trato com o elenco. “Ele é um diretor que veio do teatro, tem um jeito orgânico de trabalhar com os atores”, explica. No filme, Cassel faz um gângster que, ao longo da história, sofre algumas transformações, é um vilão, mas com nuances e ambiguidades. “Ele é humanizado, acaba se transformando num herói romântico. Mas acho interessante também que a personagem mais forte do filme é uma mulher [interpretada pela norte-americana Rosário Dawson]”.
