04/06/2026

49ª Mostra divulga hoje sua premiação e últimas atrações

A 49ª Mostra está chegando ao fim. A cerimônia de encerramento será realizada hoje (30/10), a partir das 19h, na Cinemateca Brasileira. Na ocasião, serão entregues os prêmios da edição, como o Troféu Bandeira Paulista, uma criação da artista plástica Tomie Ohtake, aos títulos que integram a Competição Novos Diretores, dedicada a realizadores que apresentam seu primeiro ou segundo longa-metragem. As obras desta seção mais votadas pelo público após as exibições da primeira semana do evento foram submetidas ao júri, que escolheu os vencedores nas categorias melhor filme de ficção e melhor documentário.

Em 2025, o júri é composto pelo produtor sul-africano Atilla Salih Yücer, o produtor brasileiro Daniel Dreifuss, a cineasta portuguesa Denise Fernandes, a realizadora colombiana Laura Mora e o crítico-chefe da revista Variety, o norte-americano Peter Debruge (de quem trazemos uma entrevista abaixo).

Além da Competição Novos Diretores, o público vota em duas outras categorias: melhor filme estrangeiro e melhor filme brasileiro.

Desde 2001, a crítica especializada também entrega o Prêmio da Crítica, que escolhe, entre todos os títulos da programação, a melhor obra brasileira e a melhor obra estrangeira.

Além disso, são concedidos o Prêmio Netflix, Prêmio Paradiso, Prêmio TV Globo (novidade desta edição), Prêmio Abraccine de Cinema Brasileiro, Prêmio BRADA, Prêmio Prisma Queer.

Após a cerimônia, será exibido o filme Jay Kelly, de Noah Baumbach.

Oportunamente, será divulgada a programação da repescagem.

Dennis Doros e a reinvenção de “Queen Kelly”

Além de ser um dos clássicos inacabados do cinema mudo que se tornou uma verdadeira lenda, por nunca ter sido concluído, Queen Kelly (1929), de Erich Von Stroheim, definitivamente, mudou a vida do pesquisador e arquivista Dennis Doros (foto abaixo). Convidado da Mostra de São Paulo, que exibe a segunda e mais recente versão restaurada do filme, Doros conta em entrevista ao Cineweb que se tornou arquivista “inteiramente por causa deste filme e completamente por acidente”. Afinal, ele acabou participando de duas versões do mesmo filme, a primeira em 1985, quando ele tinha apenas 27 anos, e o filme venceu um prêmio na Mostra. Quarenta anos depois, ele vem à cidade apresentar uma versão diferente, à qual foram adicionados outros materiais a que ele teve acesso desde então.

Doros conta que ajudava a programar um festival de cinema na universidade em Athens, Ohio. Era um pequeno festival no interior do país, mas vários diretores notáveis ali vieram - caso de Marcel Ophuls e Michael Powell. A convite de Donald Krim, presidente da Kino International, empenhado na preservação de filmes que amava, Doros entrou na história. “Na época, outros arquivistas estavam interessados nisso (a restauração de Queen Kelly), mas eu disse a ele que gostaria de tentar. Então, comecei a trabalhar. Mas certamente eu não sabia o que estava fazendo! (rs). Eu tinha 27 anos, nunca fui um cineasta. Apenas havia feito alguns filmes super-8 na universidade. Mas disse ‘eu vou fazer’, e não sabia onde estava me metendo”, recorda, divertido.

Contando com o apoio de um laboratório especializado em filmes mudos, em Nova Jersey, Doros trabalhou naquela primeira versão por um ano e meio. Essa versão circulou em vários festivais do mundo e também na Mostra 40 anos atrás. Mas ele não compareceu a nenhuma première de Queen Kelly nos anos 1980. No lançamento desta segunda versão, ele sentiu que “tinha que vir, não podia perder a oportunidade”.

Até por conta de todo esse contato com o filme ao longo de 40 anos, Doros teve uma projeção que arquivistas, ao contrário de atores e diretores, não costumam ter, em geral ficando mais nos bastidores. Assim, ele esclarece que não chama esta nova versão (nem a primeira) de “restauração” e sim de “reimaginação”. “Nunca poderemos ter o que Erich von Stroheim não filmou. Não quero que as pessoas se esqueçam disso, mesmo com a experiência de assistir a esta versão”.

A história por trás dessa filmagem interrompida é quase tão tumultuada e aventurosa quanto a do próprio enredo do filme. Porque dela participaram pessoas como o magnata Joseph Kennedy, como produtor, e que foi pai de um presidente (John), dois senadores (Robert e Ted), ele mesmo ex-embaixador na Inglaterra, um dos homens mais poderosos da América e que estava tendo um caso com a atriz Gloria Swanson, ao mesmo tempo em que era casado com a esposa mais amada dos EUA, Rose Kennedy. “Há muitas fofocas e política sexual envolvida. As pessoas são fascinadas pelos Kennedys e por Gloria Swanson, uma das mulheres mais notáveis do século XX. Mas foi só depois de 1981, quando ela lançou sua autobiografia, todo mundo soube que ela tinha tido um caso com Joseph Kennedy”, comenta.

Além das imagens e enquadramentos extremamente sofisticados, Queen Kelly tem um enredo bastante ousado para sua época, que acompanha uma jovem órfã (Gloria Swanson) que, impedida de casar-se com um nobre (Walter Byron) prometido à rainha (Seen Owen), acaba indo para a África, onde herda um bordel. Esta ousadia no enredo de um filme realizado entre 1928 e 1929 é assim comentada por Doros: “A sociedade dos anos 1920 pode ter sido mais aberta do que a dos EUA dos anos 2020. Com certeza, Von Stroheim era o cineasta mais radical de seu tempo. (Ernst) Lubitsch podia ser equivalente, ele mostrava pessoas na cama. Mas Von Stroheim os mostrava na cozinha, no banheiro, no bordel. Os outros cineastas, na verdade, o estavam copiando. Ele tinha esta visão”.

Outra audácia era mostrar inclusive membros da realeza desnudos, como acontece à rainha do filme, interpretada por Seena Owen. “Logo numa das primeiras cenas, ela está nua na cama, coberta apenas por um gato branco. E ela era perfeita para este papel, uma atriz extraordinária, uma das minhas favoritas”.

As imagens, que chamam a atenção num filme que tem quase 100 anos, foram responsabilidade de Paul Ivano, um excelente profissional, sobre quem circulam também algumas fofocas. “Ele era muito chato, assim, os diretores não o contratavam. Mas ele era um artista e Gloria Swanson dizia que ele foi o primeiro diretor de fotografia que soube de fato captar o rosto dela. Mas, no set, Von Stroheim o demitia toda semana. Mas Gloria, produtora do filme, o recontratava em seguida. E Von Stroheim sabia. Era uma performance”, diverte-se.

Este set, aliás, era um duelo de personalidades fortes, mas também de artistas. “Eles sabiam o que queriam. Gloria era um gênio, Von Stroheim também, e Ivano, como diretor de fotografia, era um dos maiores. Esta era para ser a obra-prima da carreira de Von Stroheim, diretor que havia feito alguns dos melhores filmes de Hollywood. Tragicamente, foi o último grande filme que ele dirigiu”.

Mesmo depois de todos os conflitos e da interrupção de Queen Kelly, Von Stroheim e Gloria voltariam a atuar juntos 20 anos depois no clássicoCrepúsculo dos Deuses, de Billy Wilder. Doros comenta: “Billy Wilder escolheu Gloria Swanson porque ela era moderna, ela não era Norma Desmond (a personagem do filme). E ela sabia exatamente o que acontecia no Sunset Boulevard, mesmo que não atuasse num filme há anos. Foi um trabalho de gênio e ela colocou tudo neste papel. E ele era fabuloso, um grande ator. E Wilder, como Stroheim, tinha um forte temperamento, e era um gênio também”.

Doros inclusive acha que os dois filmes, Queen Kelly e Crepúsculo dos Deuses, dialogam. “É um filme cruel, vicioso e glorioso. Os executivos de Hollywood o odiaram. Eles não queriam que ele fosse feito, assim como Cidadão Kane. Wilder colocava muita ironia no modo como representava o sistema, não era aquela a visão de Hollywood que eles queriam ver projetada”.

Em sua segunda aproximação a Queen Kelly, o arquivista conta que teve melhor acesso a materiais, que acabaram entrando nesta segunda versão. “Em 1985, o Museu George Eastman não tinha devolvido as cópias do filme à sua produtora, Gloria Swanson. Levou 40 anos para que eles finalmente admitissem: ‘Claro que as temos’", afirma. Desta vez, Doros pode contar com essas cópias, assim como cenas descartadas e fotos, que o museu escaneou.

Mas a grande descoberta veio dos papéis de Joseph Kennedy. Se os responsáveis por seus arquivos não estavam dispostos a compartilhá-los nos anos 1980, em 2015 eles disponibilizaram vários documentos da produção do filme. Nesses materiais, havia muita informação sobre o trecho final, ambientado na África. Por exemplo, sobre os materiais que seriam usados nessa ambientação, filmados em Mombaça, Quênia, e que ainda existiam na Biblioteca do Congresso. “Então, pude usar esses trechos do filme, que passariam por Dar es Salaam, que na verdade é na Tanzânia, mas tudo bem, isso é Hollywood”, diverte-se. Esse trecho africano, na verdade, foi colocado agora pela primeira vez no filme, porque em 1929 Von Stroheim não havia tido oportunidade de incluí-lo.

“Queria garantir que a grandeza do filme fosse vista como de Von Stroheim e as falhas todas seriam minhas”, observa Doros. Ele volta a dizer que não tinha consciência do tamanho dessa tarefa quando mexeu no filme pela primeira vez, 40 anos atrás, e isso lhe deu muita insegurança: “Eu achava que eu era uma fraude e que seria desmascarado. Quando o The New York Times me definiu como ‘arquivista’, então me assumi como um arquivista de filmes. E, nesta segunda vez, o trabalho demorou muito mais”. Levou 7 anos até que ele criasse coragem de começar de novo. Ele pensava apenas em digitalizar o negativo de 1985. Mas, quando não pode ter acesso a ele, teve que começar de novo e foi quando o museu George Eastman entrou na história e o trabalho levou 3 anos.

A nova versão conta inclusive com uma trilha sonora composta especialmente por Eli Denson - que tinha 24 anos quando a compôs. Doros considera esta trilha uma parte fundamental desta versão. (Neusa Barbosa)

QUEEN KELLY, de Erich von Stroheim (105').

Cine Segall 30/10/25 - 18:30

O exercício da crítica, segundo Peter Debruge

Crítico-chefe da revista Variety, Peter Debruge participa da Mostra como membro do júri, o que, para ele, é uma experiência sem igual. “Todos os anos, eu compilo uma lista de dez diretores a se prestar atenção. Já estiveram nessa lista Kleber Mendonça Filho, Ruben Östlund, Chloe Zhao... enfim, cineastas que se tornaram importantes, ganharam prêmios, por isso é interessante ver essa seleção de finalistas da Mostra, de diretores iniciantes, me ajuda a descobrir nomes para essa lista.”

Debruge aponta ainda que estar no Brasil nesse momento, é muito bom, pois o cinema brasileiro está chamando a atenção do mundo, seja com o Oscar de Ainda Estou Aqui, ou os prêmios em Berlim e Cannes, de O Último Azul e O Agente Secreto, respectivamente. “Essa onda de cinema brasileiro está se construindo há alguns anos. Eu me lembro de quando vi O Som Ao Redor, do Kleber, em 2016. Eu sabia que, em algum momento, o cinema brasileiro iria estourar, e agora é o momento. Todo mundo está olhando para o que é produzido aqui.”

O crítico conta que sempre leva a muito sério todos os filmes a que assiste, tanto aqueles conhecidos como filmes-pipoca e os outros, os filmes de arte. “Eu procuro me envolver com todos os filmes que vejo, pensar qual é a proposta e analisar a partir daí. Nosso trabalho na Variety é sermos os primeiros do mundo a resenhar um filme, pois essa revista funciona assim. Por isso, cobrimos festivais e mostras.”

Enquanto assiste a um filme, Debruge toma nota de coisas que lhe chamam a atenção, diz, mostrando o caderno que está usando na Mostra. A boa caligrafia e as linhas bem organizadas apontam a vasta experiência dele de escrever no escuro. “Eu tomo notas que me ajudam a compreender o filme. Não são coisas que necessariamente irei usar quando escrever, são apenas impressões, coisas que me marcam.”

Autor de textos mais longos e densos, ele aponta, porém, que o estado da crítica de cinema está cada vez mais tomado por pequenas resenhas de efeito que têm pouco a dizer sobre os filmes, e não contêm nenhuma análise. “Isso começou anos atrás, quando surgiu o Rotten Tomatoes. A crítica acaba resumida a algumas poucas linhas, tirando qualquer nuance de um texto, sobrando apenas algum burburinho sobre o filme.”

Muito da crítica hoje está mais próximo da publicidade do que do jornalismo, aponta Debruge, exemplificando com o fato de encontrar em textos frases de efeito prontas para serem citadas em cartazes de filmes. “Eu acho isso um absurdo. Não gosto que meu nome venha no cartaz de um filme, é um desrespeito com quem trabalhou na equipe, no elenco. Mas sei que muitos críticos escrevem frases pensando exatamente em ter esse tipo de visibilidade.”

Debruge cresceu numa casa onde não havia televisão, por isso, sua relação com o cinema vem desde quando era pequeno. Sempre quis ser um crítico e, para isso, cursou cinema na Universidade do Texas, em Austin. “Eu gosto tanto de cinema que queria compartilhar minha paixão com outras pessoas, até as evangelizar sobre o cinema, se for necessário”, brinca. (Alysson Oliveira)

Mariana Rondón, uma voz feminina da Venezuela

Desde que exibiu na Mostra, em 2007, Postales de Leningrado, a cineasta venezuelana Mariana Rondón prometeu a Leon Cakoff, o criador e diretor do festival, morto em 2011, que sempre exibiria seus longas no evento paulistano. O filme, segundo longa da diretora, ganhou naquele ano o Prêmio Revelação, concedido pelo júri oficial. Em 2005, ela apresenta seu novo trabalho, Ainda É Noite Em Caracas, que dirigiu ao lado de Marité Ugás.

Baseado no romance da também venezuelana Karina Sainz Borgo, o longa tem como protagonista Adelaida (Natalia Reyes), num momento de colapso na capital da Venezuela durante protestos que ocorreram no país em 2017. “Eu morava no Peru quando o livro foi publicado, e queria demais lê-lo. Foi uma amiga brasileira que conseguiu um exemplar, e li com muito interesse. Havia ali coisas muito fortes que eu não conseguia verbalizar”, diz Rondón, que, agora, conta não ter residência fixa “e viver em diversos países da América Latina.”

Na época, ela ainda escrevia seu filme anterior, Zafari, mas já conversava com o ator venezuelano Édgar Ramirez, com uma carreira internacional que inclui a série Carlos, O Chacal e filmes como Emilia Pérez, e que, além de atuar neste longa, também é um dos produtores. “Ele encontrou pessoas interessadas em produzir, e tudo foi muito rápido. Escrevemos [ela e Ugás] o roteiro em pouco mais de um mês, e uma semana depois de filmar Zafari, estávamos filmado Ainda É Noite Em Caracas”.

Tocando em temas urgentes de seu país, a diretora comenta que ali aconteceram tantas coisas recentes, que não podia deixar que isso fosse esquecido. “Muitas pessoas morreram nesses protestos contra o regime de Nicolás Maduro, e outras tantas desapareceram. Creio que hoje a situação do país esteja até pior.”

O longa foi rodado no México, e traz uma protagonista, Adelaida (Natalia Reyes), que depois de enfrentar acontecimentos limítrofes, percebe que, para sobreviver, precisa mudar sua identidade, tornando-se conhecida como “a filha da espanhola”. A diretora aponta que, espalhados pelo mundo, existem milhões de venezuelanos que não podem voltar ao seu país: “É a maior diáspora de um povo latinoamericano na atualidade.” (Alysson Oliveira)

AINDA É NOITE EM CARACAS, de Mariana Rondón e Marité Ugás (97').

INSTITUTO MOREIRA SALLES – PAULISTA - 30/10/25 - 17:00

Maspalomas


O drama espanhol toca em um tema raro no cinema contemporâneo: o envelhecimento dos homens gays. Muito se fala, nos filmes. nas descobertas da sexualidade, no ato de se assumir e sair do armário, mas pouco se diz sobre os desejos dos homens mais velhos. O cineasta espanhol José Mari Goenaga aponta que esse foi um dos motivos que o levaram a escrever o longa, que dirige ao lado de Aitor Arregi.

O projeto começou quando, em 2016, visitou Maspalomas, nas Ilhas Canárias, e notou a intensa atividade sexual de gays na região. Na mesma época, leu um artigo sobre homens gays que são obrigados a voltar para o armário na maturidade, quando vão morar numa casa de repouso.

“É uma realidade muito triste, é ter de se esconder. Eu comparo com reencontrar aquelas pessoas que fizeram bullying contra você na infância e adolescência. Como falar de uma geração que teve tanta dificuldade para sair do armário, e depois precisa voltar?”, explica em entrevista ao Cineweb.

O protagonista Vicente, interpretado pelo excelente José Ramon Soroiz (vencedor do prêmio de ator no Festival de San Sebastian), vive sua sexualidade plenamente, depois de se assumir aos 50 anos, deixando uma esposa e uma filha. Quando sofre um derrame, fica em coma e, quando acorda, seu mundo é outro. Seus cabelos não são mais retocados, estão brancos, sua aparência física é decadente e agora se encontra numa casa de repouso, onde resolve não dizer nada sobre sua sexualidade.

“O cinema fala muito pouco da sexualidade de idosos, tanto homossexuais quanto heterossexuais mas, durante as pesquisas para o filme, descobrimos que isso é uma realidade. Muitos cuidadores nos contaram histórias sobre como seus pacientes procuram uns aos outros numa clínica de repouso. O filme traz muito daquilo que ouvimos dessas pessoas.”

Goenaga aponta que um dos elementos centrais para fazer Maspalomas foi a presença de Soroiz, um ator muito famoso no País Basco, especialmente pelas comédias, mas pouco conhecido fora dali. O diretor conta que, a princípio, o ator ficou um pouco receoso por conta das cenas de sexo e nudez.

“Creio que ele tinha receio de expor seu corpo, de se expor. Mas quando acabou aceitando, nos preparamos por um ano, e ele teve esse tempo para conseguir lidar com o que deveria fazer. No set, tínhamos duas coordenadoras de intimidade para que as cenas fossem feitas com muita segurança e conforto para o elenco.”

As cenas iniciais, que mostram o personagem em Maspalomas, explica Goenaga, não podiam ficar de fora, nem ser pudicas, pois deviam estabelecer o personagem como um homem repleto de desejos e sexualmente muito ativo. “Era necessário mostrar tudo isso para estabelecer o contraste com a realidade que ele enfrentaria depois.” (Alysson Oliveira)

MASPALOMAS, de Aitor Arregi, Jose Mari Goenaga (115').

CINESESC - 30/10/25 - 15:00