06/06/2026

Tempo de conferir as produções latinas

Um dia de forte acento latino. Confira as indicações de nossos críticos, que entrevistaram os diretores do uruguaio Solo e do venezuelano Pelo Malo:

Solo
Um homem de 45 anos que precisa se reinventar. Essa foi a ideia que o diretor uruguaio Guillermo Rocamora (assessor de produção do premiado Whisky) idealizou para Solo, seu longa de estreia.
Segundo ele, junto ao seu sócio da produtora Seaquático, Javier Palleiro, esta foi a forma e formato que deu ao seu personagem, quando assistiu à performance de uma banda marcial das forças aéreas uruguaias. Ali via seu personagem, como garantiu ao Cineweb, em entrevista exclusiva.
Vencedor do prêmio do júri do Festival de Filmes de
Miami, seu filme conta o drama vivido pelo músico Nelson Almada (Enrique Bastos). Depois de duas décadas trabalhando como trompetista na banda das forças armadas uruguaias e de ser abandonado pela mulher, ele percebe que sua vida não lhe trouxe qualquer glória.
Nessa introspecção em sua vida, lembra das músicas que compôs quando jovem e decide participar de um concurso de rádio para novos autores, em que se sai muito bem. Porém, Nelson está escalado para uma viagem oficial à Antártida pelas forças armadas, que coincide com as datas do concurso. Assim, ele deverá optar entre sua vida e seu sonho.
Para o diretor, existe algo dúbio nesta situação, que cabe também ao público intervir: o que move o personagem é a vontade de realmente fazer algo por si, ou de ter o que contar para os outros? “Ele tinha que ter esse aspecto duro, de quem participou de uma banda militar e de que, em alguma forma, entende que foi fechada uma porta”, explica.

Rocamora levou um tempo para encontrar o ator que faria Bastos. “Precisávamos de alguém que tocasse trompete e entrevistamos músicos, mas que não conseguiam interpretar”. Sorte dele quando um amigo indicou Enrique. “Não é um rosto do qual você ri. Mas ele próprio compôs a canção do filme quando jovem, aproximando-o do personagem”.
Com imagens da Antártida, onde passaram 21 dias, quando Rocamora quase perdeu a mão ao filmar sem luvas, Solo é um dos escolhidos do cinema uruguaio, dentre o seleto filtro de produções que recebem incentivo do governo do país, entre quatro ou cinco ao ano. Esse é contexto por trás da ideia “chiquito, pero cumplidor”, que se faz do cinema uruguaio. Melhor para Rocamora e para a Mostra (Rodrigo Zavala)

Indicação: 14 anos
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - AUGUSTA ANEXO 5

24/10/2013 - 20:00 - Sessão: 614 (Quinta)


Pelo Malo


O sensível Pelo Malo parte de uma história, a princípio simples, para debater intolerância. E quem o diz é a própria diretora Mariana Rondón (que já levou o Prêmio Revelação do Júri na 31ª. Mostra, em 2007, com Postales de Leningrado), que está em São Paulo.
A despeito das declarações políticas dadas quando recebeu o prêmio Concha de Oro no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, este ano, no qual criticou o governo e a herança chavista na Venezuela, Mariana acredita que seu papel, como o da arte em si, é a capacidade de provocar questionamentos.
“Não estou aqui para dar respostas, esse não é meu papel, e sim colocar em pauta uma tema importante como a intolerância dos extremos, pois temos a capacidade de nos ver e respeitar, não importando o que queremos, desejamos ou pensamos”, acredita.
Em seu filme, ela nos mostra a conturbada relação entre Junior (Samuel Lange Zambrano), de 9 anos, e sua mãe Marta (Samantha Castillo). O garoto precisa de uma foto para a escola, mas acredita que seu cabelo deveria ser liso como os dos cantores dos quais gosta. Daí o nome “pelo malo” (cabelo ruim, em uma tradução simples).
No entanto, Samantha, que aparentemente acabou de enviuvar, desempregada e com um bebê de colo, constata no filho atitudes efeminadas. A própria diretora afirma que a personagem não tem medo de que seu filho seja homossexual, mas de que ele não seja heterossexual.
Mas este é apenas um dos elementos que Mariana deixa aberto em seu filme. A crueza com que passa o cotidiano dessa família, que não parece estar feliz, tal como o realismo de seu entorno, um conjunto habitacional na periferia de Caracas, criam o tom das relações entre os diferentes personagens da trama e seus conflitos.
“O que está passando na tela não é verdade. É o espectador quem decide o que está acontecendo, a própria visão. O filme está julgando a você, e não o contrário. Essa é a liberdade”, argumenta. Uma janela deixada escancarada meticulosamente pela diretora.
A produção venezuelana também tem como mérito e trunfo a vigorosa interpretação da dupla Samuel e Samantha (que acaba de receber o prêmio de Melhor Interpretação no Festival de Novo Cinema de Montreal, Canadá). Segundo ela, Samuel cresceu bastante como ator durante o casting e nas oficinas que antecederam as filmagens, mas foi o encontro e a química com Samantha que a fizeram decidir chamá-lo.
“Eles eram iguais, idênticos, riam das mesmas coisas e ainda se tornaram amigos. O que era muito importante, pois os papéis exigiriam muita violência entre eles e eu precisava trabalhar isso sem que se tornasse um problema. Jamais poderia escolher um sem o outro”. (Rodrigo Zavala)
Indicação: 16 anos
CINESESC






























24/10/2013 - 16:30 - Sessão: 581 (Quinta)
CINE LIVRARIA CULTURA 2















30/10/2013 - 20:20 - Sessão: 1121 (Quarta)


Bertolucci sobre Bertolucci
Mais de meio século de arte é visto na tela no documentário Bertolucci sobre Bertolucci, de Luca Guadagnino (Um sonho de amor) e Walter Fasano, que recupera entrevistas e imagens de toda a vida do cineasta italiano. Composto apenas de material de arquivo, o longa resgata a trajetória do diretor desde sua juventude, quando tinha aspirações a poeta, até o presente, quando numa cadeira de rodas dirigiu Eu e Você - previsto, aliás, para estrear no Brasil no próximo mês.
Nascido em 1940, em Parma, e filho de intelectual, Bertolucci conta que seu pai o levava ao cinema quando ainda era criança, e, segundo o próprio pai, a relação entre eles acabou aparecendo, ainda que de forma figurada, nos filmes do cineasta, que estreou com La commare secca (1962). Também fluente em inglês e francês, o diretor foi entrevistado em diversos cantos do mundo, e em várias ocasiões. Assim resgatando esses eventos, o documentário constrói um painel da obra e das visões sobre cinema do diretor – fã da Nouvelle Vague.
A montagem, assinada por Fasano, segue um fluxo dos pensamentos que se concatenam, divagam, explicam e complicam o cinema e a figura de Bertolucci. Há imagens, por exemplo, do quando ele recebeu 9 Oscars por O último imperador (1987), e outras no set de O céu que nos protege (1990), no Marrocos, além da revelação de que tentaram convencê-lo a fazer O último tango em Paris 2, “mesmo tendo o protagonista morrido no primeiro filme”, conta o cineasta, se divertindo. Bertolucci sobre Bertolucci é, em sua essência, uma meditação sobre a arte e o papel do artista no mundo contemporâneo. (Alysson Oliveira)
Indicação: livre
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 3
- 24/10/2013 - 19:30 - Sessão: 538 (Quinta)


Los Tentados
O segundo longa de Mariano Blanco é o primeiro classificado como ficção, mas contém muitos elementos documentais, ao contrário do seu primeiro filme, Somos Nosotros, um documentário premiado na Argentina que utiliza muitos recursos ficcionais. Em Los Tentados, o diretor se inspira em experiências pessoais e de seus amigos para mostrar a história do casal Lule e Rama. Os personagens principais guardam os mesmos nomes de quem os interpreta, dois colegas do cineasta que não são atores e nem namorados na vida real – o par teve apenas um relacionamento rápido no passado.
Não espere, porém, grandes acontecimentos no roteiro desta produção independente argentina. O longa é daqueles que se detêm apenas à observação; no caso, do cotidiano do casal no verão da cidade costeira de Mar Del Plata, em uma sucessão de pequenos momentos do dia-a-dia deles.
A impressão é que Lule e Rama acabaram de se juntar sob o mesmo teto e tentam se adaptar à rotina de um casal adulto, tendo de lavar a louça e convidar os amigos para um churrasco, por exemplo. Mas as brincadeiras infantis características de inícios de namoro e as traições dele revelam as dificuldades de amadurecimento do relacionamento dos dois. A maturação, aliás, é a principal temática do filme, que ainda está “verde” e precisava de mais um tempo para se consolidar como obra cinematográfica. (Nayara Reynaud)

Indicação: 18 anos
FAAP







24/10/2013 – 19:00 – Sessão: 591 (Quinta)
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA – FREI CANECA 5










25/10/2013 – 23:55 – Sessão: 643 (Sexta)
CINE LIVRARIA CULTURA 2


26/10/2013 – 18:10 – Sessão: 773 (Sábado)

Leia também


Mário Lago
Compositor, poeta e grande ator, Mário Lago (1911-2002) é daquelas figuras que faz uma falta eterna ao País. Assim, cai bem este documentário, de Marco Abujamra e Markão Oliveira, que resgata preciosas entrevistas de um mestre na arte de se expressar bem com as palavras e nunca vacilar nas ideias e nos sentimentos.
O filme lembra não só o talento do compositor de sambas imortais, como Ai, que saudades da Amélia e Aurora e Nada Além, como sua rivalidade com Noel Rosa (que envolveu uma história de mulher, segundo a indiscrição bem-humorada do jornalista Sérgio Cabral), passando por sua sempre ativa militância política de esquerda, que lhe valeu cinco prisões, entre os governos de Getúlio Vargas e a ditadura de 1964 – não lhe faltando, numa dessas horas, a solidariedade por vezes inesperada de amigos como Dercy Gonçalves.
Imagens de arquivo de suas muitas atuações na TV lembram o grande intérprete que foi. E depoimentos de seus filhos descrevem o homem terno, que teve muitas mulheres, casou tarde, mas teve um casamento duradouro com Zeli, que o deixou desconsoladamente viúvo, cinco anos antes de sua morte. (Neusa Barbosa)
Indicação: livre
MATILHA CULTURAL






















24/10/2013 - 20:10 - Sessão: 599 (Quinta)
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - AUGUSTA ANEXO 4 26/10/2013 - 18:00 - Sessão: 814 (Sábado)


Bobô
Um filme português e de cunho bem feminino. É a estreia da diretora portuguesa Inês de Oliveira, também corroteirista, e disposta a escavar as camadas da personalidade de um trio de personagens femininas: a arquiteta Sofia (Paula Garcia), sua empregada Mariama (Aissatu Indjai) e a menina Bobô (Luana Quade), filha desta.
Mariama é uma alegre jovem da Guiné, que vem trabalhar como empregada, e Sofia, que se encontra mergulhada num processo depressivo. A empregada foi ideia da mãe de Sofia (Maria João Luís) e rompe um desejo de solidão desta. Há um misterioso quarto de criança na casa, mas a criança nunca é vista. É ou foi real? Isto não é bem explicado e é um mistério que dá clima ao filme.
O choque cultural entre Mariama e Sofia parece predestinado a um rompimento. Inesperadamente, chega Bobô, filha de Mariama que mora com uma parente. A presença da criança rompe a carcaça emocional de Sofia, que se dispõe até a comparecer a um casamento na família de Mariama. Na festa cheia de convidados vestidos em trajes coloridos, de inspiração africana, Sofia é um vivo símbolo do passado dos colonizadores portugueses, do confronto entre uma Europa imperialista, reprimida e repressora diante de um mundo selvagem, ancestral.
A chegada da avó de Bobó cria uma tensão em Mariama, que se opõe ao desejo da velha senhora de submeter a menina à mutilação genital tribal. Diante desse perigo, a interação entre Sofia e Mariama torna-se mais nuançada e o filme, mais interessante. Embora revele tropeços de ritmo, perdoáveis num primeiro trabalho de direção. (Neusa Barbosa)
Indicação: livre
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 4

24/10/2013 - 19:10 - Sessão: 543 (Quinta)
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 3

29/10/2013 - 14:00 - Sessão: 995 (Terça)
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - POMPEIA 1





31/10/2013 - 19:00 - Sessão: 1234 (Quinta)


La Partida
Quando visitou pela primeira vez a capital de Havana, o diretor espanhol Antonio Hens se surpreendeu com a vida de adolescentes que se dedicavam à prostituição nas ruas da capital cubana. Não pela prática em si, mas sim pelo questionamento da masculinidade nessa sociedade machista.
As observações de Hens deram origem ao argumento central de
La Partida, que está em competição de Novos Diretores. Afinal, elas reúnem dois eixos recorrentes da filmografia do espanhol: a temática gay e o que os ingleses chamam de “coming of age”, a transição da adolescência à idade adulta.
“O tema se refere a uma coerência industrial, em que cada diretor deve buscar seu nicho. Por ser gay, vou falar dos meus conflitos, do que eu conheço”, afirma o diretor, convidado a São Paulo pela Mostra. Já a motivação por essa etapa da vida se explica por ser um período de grandes mudanças, em que um está em busca de sua própria personalidade.
Nesse contexto, Hens mostra a relação de amizade e, mais tarde, amor entre Yosvani (Milton Garcia) e Reinier (Reinier Díaz). O primeiro mora com sua noiva e faz pequenos trabalhos para seu sogro, que o mantém. Enquanto isso, Reinier se prostitui à noite para sustentar sua namorada e o filho recém-nascido.
“São dois biotipos comuns em Cuba. Aquele que não trabalha ou estuda e, graças à desigualdade do país, por deitar-se com um estrangeiro recebe mais do que um médico durante um mês. E o que vive nas províncias, que encontra uma noiva com dinheiro para conseguir viver em Havana, o que não seria permitido”, explica.

O diretor cria assim uma realidade asfixiante. Não apenas o entorno dos personagens afeta essa relação, que se dá às escondidas, como a própria mentalidade de Reinier: um homossexual que luta contra a própria homossexualidade. “A homofobia não está tanto na sociedade quanto dentro da própria pessoa”.

A intensidade desse relacionamento também é potencializada por se tratar idealmente do primeiro amor. “Eu gosto dessas histórias porque o primeiro amor é o único puro, desesperado e passional”, acrescenta Hens.

Com uma visão quase documental,
A Partida
é um exercício visual do cineasta espanhol. Segundo ele, poderia ter sido algo mais convencional, sobre costumes, com a descrição de uma sociedade concreta, ou um filme melodramático, com a destruição de um amor platónico. Mas o filme está construído de uma maneira crua,
fria, distante, sem música, sem mudanças de ponto de vista.

Ele acredita que, visto o cinema hoje, é um valor a busca da verdade e, ao mesmo tempo, neutralidade através das imagens. “Quando eu escrevo um roteiro, estou construindo uma realidade conforme o que eu quero. Neste caso, preferi simplesmente gerar situações onde os atores pudessem desenvolver conflitos dramáticos, mas sem intervir muito nelas para alcançar mais naturalidade e casualidade”.

Para ele, é um filme duro de se ver, no sentido de que não conta nada. Hens faz com que o espectador pense sobre o que acontece na tela e quais são realmente as relações entre os personagens. “O público deve, a partir das imagens muito reais, construir qual é a realidade asfixiante dos protagonistas”. (Rodrigo Zavala)

Indicação: 18 anos

CINE OLIDO



24/10/2013 - 17:00 - Sessão: 584 (Quinta)
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 4

25/10/2013 - 20:00 - Sessão: 638 (Sexta)


Agarrando a Vida
À primeira vista, a produção canadense seria apenas um filme tipoSessão da Tarde. A premissa remete a vários longas desse estilo. Após perder os pais em um acidente de carro, o garoto Michael é obrigado a se afastar do irmão mais novo, do avô e de sua cidade natal para viver com a sua tia Ellen e o marido dela, Ted.
Adolescente de personalidade forte, o protagonista entra em diversos conflitos, como o embate com o tio, que se revela um pai – e padrasto – rígido e autoritário, e as discussões com “valentões” da turma, até o momento que ele não suporta a pressão e foge do novo lar para Green Gardens, o local que seu pai iria apresentar a ele, nas férias. Nessa aventura, Michael leva junto seu calado primo, Curtis, personagem que, gradualmente, ganha destaque na obra, se tornando um grande alívio cômico na trama.
A abordagem do bullying e dos relacionamentos amorosos da juventude, mais a utilização da história da jornada como base da narrativa, compõem o que se espera de um filme voltado ao público infanto-juvenil Mas a recorrente câmera na mão e os planos gerais contemplativos mostram que Justin Simms não quis fazer do seu segundo longa um simples telefilme. A cena da ponte pênsil demonstra que
Agarrando a Vida
não fala somente das descobertas adolescentes, mas do desapego, da amizade e da necessidade de viver o momento. (Nayara Reynaud)

Indicação: livre
MIS – MUSEU DA IMAGEM E DO SOM






24/10/2013 – 19:10 – Sessão: 595 (Quinta)


Hopper Stories
A obra do pintor norte-americano Edward Hopper (1882-1967) é o ponto de partida para essa série de curtas franceses dirigidos por cineastas europeus. Como todo filme coletivo, há altos e baixos – aqui, predomina o segundo caso, excetuando-se o primeiro segmento e aquele dirigido pelo conhecido ator Mathieu Amalric. Ao todo, são oito filmes inspirados em alguns dos quadros mais famosos do pintor – como
Morning Sun, A woman in the sun
e
Summer Evening.
Parece haver uma dificuldade dos diretores em materializar em narrativa as possibilidades oferecidas pelos quadros do pintor, cuja obra, aliás, é pautada pela melancolia, solidão e alienação. O primeiro segmento, de Sophie Barthes, incorpora tons woodyallenianos e traz uma musa que sai de dentro do quadro e interage com o pintor. Revoltada, ela não quer mais estar sozinha no quadro, e, enquanto andam pelas ruas de Nova York, discutem a relação.
Já Mathieu Amalric se vale de anúncios antigos de rádio e outros sons estranhos para investigar o jogo de luz e sombra em um quadro. O último episódio, no conjunto, um dos bons, é dirigido por Sophie Fiennes, tem como tema o quadro
First Row Orchestra
e apresenta as divagações na cabeça de uma mulher, enquanto uma orquestra se apresenta. (Alysson Oliveira)

Indicação: livre
CINESESC -24/10/2013 - 15:00 - Sessão: 580 (Quinta)
CINESESC -27/10/2013 - 20:50 - Sessão: 880 (Domingo)
CINE LIVRARIA CULTURA 1
-
29/10/2013 - 14:00 - Sessão: 1022 (Terça)


Double Play: James Benning e Richard Linklater
Nascido em São Paulo, mas estabelecido nos EUA, o diretor Gabe Klinger coloca frente a frente dois cineastas e amigos, o experimental e pouco famoso James Benning e o conhecido Richard Linklater (Antes do Amanhecer,
Antes do Pôr-do-Sol
e
Antes da Meia-Noite).
Investido de seu conhecimento do cinema (é professor e pesquisador), Klinger coloca os dois amigos frente a frente, evidenciando a relação de mestre e discípulo que iniciou o relacionamento entre os dois anos atrás e criando um ambiente para que ambos conversem sobre suas próprias ideias sobre a arte em que exercem, cada um a seu modo, uma forma de independência.
Para quem conhece apenas Linklater, é uma boa oportunidade de encontrar seu mestre, que muito o influenciou. E encontrar Linklater muito à vontade, batendo papo com este divertido Benning, de quem felizmente se mostram trechos de seus trabalhos, bastante originais e distintos do mainstream de Hollywood. (Neusa Barbosa)

Indicação: Livre.
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 3

24/10/2013 - 16:00 - Sessão: 536 (Quinta)
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 1

27/10/2013 - 22:30 - Sessão: 824 (Domingo)
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 4

30/10/2013 - 21:50 - Sessão: 1094 (Quarta)


Outro Sertão
O cuidado documentário das diretoras Adriana Jacobsen e Soraia Vilela, cuja produção levou cerca de 10 anos, aprofunda as revelações sobre uma faceta mais engajada e altruísta do renomado escritor mineiro João Guimarães Rosa. Durante o breve período em que foi cônsul-adjunto em Hamburgo, entre os anos 1938 e 1942, Rosa e sua mulher, Aracy Moebius de Carvalho, funcionária do consulado, emitiram diversos vistos e passaportes que permitiram a fuga de algumas dezenas de judeus, que assim escaparam da perseguição nazista vindo para o Brasil.
No documentário, são entrevistados alguns desses imigrantes salvos por Rosa e Aracy, além de historiadores e amigos do tempo de Hamburgo. O ponto alto, no entanto, está nas preciosas imagens do escritor, numa até agora inédita entrevista televisiva na Alemanha, discorrendo sobre sua atividade literária, e sobre livros comoGrande Sertão:Veredas, Sagarana
e
Primeiras Histórias
. Outra preciosidade resgatada em arquivos é a gravação de
Luar do Sertão, em português, por ninguém menos do que Marlene Dietrich, que embala as primeiras imagens do documentário.
(Neusa Barbosa)

Indicação: livre
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 4

24/10/2013 - 17:40 - Sessão: 542 (Quinta)