Os animais noturnos de Tom Ford e o malware de Alex Gibney
- Por Equipe Cineweb
- 24/10/2016
- Tempo de leitura 23 minutos

Animais Noturnos
début
no cinema, o renomado designer de moda Tom Ford chamou a atenção com seu exercício dramático sobre a perda em
Direito de Amar
(2009), belamente protagonizado por Colin Firth como o viúvo que perde o companheiro de muitos anos. Em seu segundo filme, o cineasta volta ao mesmo tema de modo diferente. O thriller psicológico
Animais Noturnos, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza 2016, opta pela tragédia humana, deste animal que se esconde nas “trevas na noite” de cada ser humano, omitindo-se dos problemas que o dia-a-dia lhe apresenta ou despertando violentamente a qualquer momento.
Tony & Susan, publicado em 1993 e adaptado no roteiro do próprio Ford, que transforma a professora de inglês em uma galerista bem-sucedida em seu trabalho com arte contemporânea em Los Angeles. Só que Susan (Amy Adams) não se sente mais realizada profissionalmente e vive um casamento estagnado na rotina com Hutton (Armie Hammer). O suficiente para que ela fique abalada ao receber um manuscrito do livro de seu ex-marido Edward (Jake Gyllenhaal), intitulado “Animais Noturnos”, cuja história parte do ataque de um bando de rapazes e a brutalidade de suas ações contra a família de Tony Hastings (Gyllenhaal, também) em uma noite na estrada, no meio do Texas.
A Chegada, de Denis Villeneuve. Como coprotagonista, Jake Gyllenhaal também encarna bem os dois personagens que tem em mãos, mas se destacam a performance alucinada de Aaron Taylor-Johnson como o sádico Ray Marcus que ninguém quer encontrar no meio da noite e um ótimo Michael Shannon na pele do investigador Bobby Andes.
Animais Noturnos
é um filme que leva certo tempo para o público processar, não as informações mas os sentimentos que ele provoca, todos acerca da “precariedade de nossas vidas bem-protegidas", como diz o romance. (Nayara Reynaud)
25/10 - 21:55
27/10 - 18:00
29/10 - 21:50
1/11 - 21:30

Zero Days
Assista ao trailer
A terceira guerra mundial será cibernética. Essa é a primeira conclusão a que se chega com o documentário
Zero Days, de Alex Gibney – ganhador do Oscar em 2008 por
Táxi para a Escuridão. O roteiro, também assinado pelo diretor, constrói a narrativa como um cyberpunk – um cyberpunk da vida real, o que é mais assustador e confere um tom apocalíptico ao filme.
Apesar da quantidade de nomes – de vírus, equipamentos, hackers, políticos etc –, o documentário é bastante compreensível a qualquer leigo pela forma simples como a narrativa é estruturada. O ponto de partida é uma espécie de vírus, apelidado de Stuxnet, que atacou uma instalação nuclear iraniana, em Natanz. Se tudo tivesse dado certo – o malware estava programado para sabotar as centrífugas de urânio –, ninguém teria se dado conta de sua existência, tamanha sua sofisticação. Mas, quando começou a atacar computadores do mundo todo, chamou a atenção de um especialista bielorusso e apareceu na capa do
The New York Times.
Stuxnet, no entanto, tinha outro nome, o nome oficial de seus criadores: Jogos Olímpicos. Evidentemente, nenhum entrevistado pode falar abertamente sobre isso – toda a operação é cercada de acordos de confidencialidade. Ainda assim, Gibney encontra subterfúgios para dissecar a história contando com a participação do repórter David Sanger, do
NY Times, que se tornou uma autoridade no assunto. Inclusive, um dia antes de première do filme no Festival de Berlim, em fevereiro passado, ele divulgou que esse malware faz parte de um plano bem maior que pretendia destruir toda a infraestrutura do Irã.
Depois de explorar com profundidade e clareza todo o caso, Gibney começa a o historicizar, retomando a trajetória das armas nucleares desde a Segunda Guerra, até chegar aos anos de 1980, com acordos entre EUA e URSS. O que irá, no fim das contas, chegar até a questão dos segredos de Estado, envolvendo privacidade na rede e geopolítica dos governos de George W. Bush e Barack Obama. Outra figura presente no documentário é a atual candidata Hilary Clinton, alegando que os EUA não tinham nada a ver com Stuxnet. E o filme fornece evidências bastante convincentes do contrário.
Criando um visual requintado, capaz de ilustrar e ajudar na compreensão de uma questão tão complexa, Gibney faz um filme potente e assustador sobre o estado do mundo com fronteiras (reais e cibernéticas) cada vez mais tênues, na qual ataques e guerras podem estar acontecendo sem que percebamos. O grande problema é que todos irão pagar a conta. Nesse sentido, o diretor fez um filme urgente e necessário – e um forte concorrente ao Oscar na sua categoria. (Alysson Oliveira)
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 1- 25/10/16 - 13:30
CINESALA - 26/10/16 - 21:40
CINE CAIXA BELAS ARTES
Sl 1 Vila Lobos - 2/11/16 - 14:00

Aloys
Aloys
é fábula sobre a solidão, em especial dos tempos atuais. O primeiro longa-metragem solo de Tobias Nölle, que já havia participado do projeto com vários diretores
Wonderland
(Heimatland, 2015), parte do poder da fantasia e suas consequências para estabelecer uma relação complexa, mediada tecnologicamente e mentalmente como a de
Ela, do Spike Jonze, mas aqui com dois humanos que a utilizam como fuga da realidade solitária de ambos. São, como o próprio protagonista diz, aqueles que não foram convidados para a “festa lá fora”, mas que, às vezes, não querem ser mesmo, pois sabem que toda festa tem seu fim.
travellings, enfatiza a solidão de Aloys – e arte nesse ambiente ficcional imaginado por eles. Por mais que tenha um ou outro excesso, roteiro e montagem sustentam um jogo entre realidade e fantasia de modo tão entrelaçado que exigem não só atenção da plateia, mas um envolvimento por parte dela naquela ilusão para senti-la e, então, compreendê-la.
-
25/10 - 21:30

Haymatloz - exílio na Turquia
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O documentário alemão recupera uma história pouco divulgada – a dos cientistas e intelectuais judeus alemães que fugiram do nazismo, estabelecendo-se na Turquia, com o estímulo do então presidente Kemal Ataturk, fundando universidades e institutos de arte que tiveram profundo impacto naquele país.

O ídolo
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Em termos de Oscar estrangeiro, em que compete a uma indicação como representante da Palestina, O Ídolo tenta seguir o caminho dos outros longas do diretor Hany Habu-Assad, Paradise Now (2005) e Omar (2013), que chegaram à lista final de indicados na Academia, depois de serem premiados em vários festivais – e exibidos também na Mostra. Sem entrar no mesmo território de questionamento moral dentro do intrincado conflito palestino-israelense, como fizera nos trabalhos anteriores, a maior ousadia do cineasta neste projeto foi filmar no conturbada Faixa de Gaza, onde teve de pedir autorização dos militares israelenses, da Autoridade Palestina e do Hamas.
Baseado em uma história real, o filme traz a trajetória de um dos refugiados que vivem nesta zona de guerra incessante: o cantor Mohammed Assaf, que mobilizou toda a Palestina com a sua participação no Arab Idol, a versão integrada do reality show para os países árabes. Com um primeiro ato dedicado à infância do rapaz, quando montou uma banda com sua irmã e os amigos para cantar em casamentos, destacam-se os atores mirins, como Qais Atallah, interpretando Mohammed quando criança, e a também irmã Hiba Atallah, na pele de Nour. Já adulto, hesitando entre o sonho na música ou conformar-se com sua rotina de taxista, Assaf é vivido por Tawfeek Barhom, de Os Árabes também Dançam (2014).
Romantizando a história do intérprete – a personagem Nour concentra os seis irmãos reais dele, por exemplo – em cima de clichês de filmes do gênero, a produção tem carisma suficiente para agradar ao público, pois traça um caminho interessante com seu protagonista até sua chegada ao programa. No entanto, logo após um plano-sequência no qual a steadycam acompanha Mohammed pelos bastidores do estúdio até o palco, o longa perde sua força, apressando a trama e recorrendo a montagens pobres de apresentações do ator. Ainda assim, a obra de Habu-Assad tem seus momentos mais fortes quando põe a voz do cantor ecoando sobre imagens dos destroços e ruínas de Gaza, transformando-a no lamento de todo um povo. (Nayara Reynaud)
29/10 - 15:30
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 2 - 31/10 - 16:45

Martírio
Documentando o massacre sofrido, ao longo de séculos, pelos índios Guarani-Caiowáa, o novo documentário do veterano cineasta Vincent Carelli coloca na ordem do dia a construção da narrativa e a questão da visibilidade social.
Martírio é o segundo filme de uma trilogia de Carelli, iniciada em Corumbiara (2014) – sobre um massacre indígena em 1985, no sul de Rondônia –, que se completa com um filme a ser lançado, Adeus capitão, iniciado em 1986, em torno das indenizações a tribos em função da instalação de grandes projetos, em Marabá, sul do Pará.
Os temas dos três filmes são distintos, mas têm em comum o espírito guerreiro de resgatar a história indígena, insistentemente varrida, adulterada, vilipendiada em séculos da suposta civilização. Nada mais eloquente desse processo do que Martírio, em suas 2h40 de duração enumerando diversos episódios da saga de resistência dos Guarani-Caiwoáa.
Recorrendo a material filmado por ele mesmo desde 25 anos atrás e também a preciosos materiais de arquivo, Carelli – com a colaboração de Ernesto de Carvalho e Tita – situa muito bem a expropriação das terras desse povo, mencionando a Guerra do Paraguai, o ciclo do plantio do mate, as intervenções do Marechal Rondon e de Getúlio Vargas, chegando até o momento atual. Um momento de impasse, em que os índios, cansados da eterna indefinição da demarcação, empenham-se de maneira não raro heroica por retomadas pontuais de seu território, independentemente da violência e das mortes sofridas.
Um dos aspectos mais contundentes de Martírio está nas imagens de políticos – como uma comissão do Senado que tratou da discussão sobre a PEC 215, que traria para o Congresso a palavra final sobre demarcações de terras indígenas -, que demonstram à perfeição em que mãos estão entregues o Congresso e o País. Ou seja, latifundiários da chamada “bancada do boi” avessos a qualquer concessão aos indígenas e no mínimo coniventes com a violência que leva ao seu extermínio. (Neusa Barbosa)

A garota desconhecida
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A ética, mais uma vez, ocupa o centro da nova história dos irmãos Dardenne, conduzida por uma médica, Jenny Danvin (a atriz francesa Adèle Haenel). O incidente desencadeador da trama é aparentemente banal e poderia ter acontecido em qualquer lugar. É noite quando toca a campainha do consultório de Jenny. Ela e seu assistente, Julien (Olivier Bonnaud), ainda estão ali dentro. Ele quer abrir, ela o impede. Passou da hora. No dia seguinte, eles descobrem que uma garota, jovem imigrante africana, apareceu morta ali perto.
Pode ter sido um acidente ou um assassinato. Mas Jenny, que é uma médica dedicada, passa a atormentar-se pela culpa. Sabe que, se tivesse aberto a porta, poderia ter salvo a vida dessa moça, cujo nome os policiais não conseguem descobrir. É uma das muitas imigrantes ilegais que se escondem nos submundos das cidades europeias (aqui, Liège), exploradas em atividades como a prostituição.
Obcecada por descobrir o nome dessa moça, cuja imagem foi gravada pela câmera de segurança do consultório, Jenny passa a investigar seus passos. Anda com a foto do rosto dela no próprio celular, mostrando a clientes, conhecidos. Nessa jornada, seu caminho se cruza com o de outras pessoas (interpretadas por dois atores-fetiche dos Dardenne, Olivier Gourmet e Jérémie Rénier), que também têm seu próprio quinhão de responsabilidade na trajetória da garota anônima, cuja história pode ser completamente apagada se não se encontrar ao menos um indício do que se passou em seus momentos finais. Como sempre, os Dardenne estão afinados com o momento político da Europa, sem afastar-se de sua permanente ligação com o que faz a essência da condição humana. Faz bem assistir a um filme assim. (Neusa Barbosa)
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA – FREI CANECA 1 – 31/10 – 13:30

O sonho de Greta
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Tal como sua protagonista, O Sonho de Greta está florescendo: no caso, como um cinema em fase de amadurecimento. Transpondo uma peça que dirigiu de Matthew Whittet, ator que interpreta o pai da garota e adapta seu próprio texto para as telas, Rosemary Myers faz de seu primeiro filme algo já proeminente em sua proposta e estilo, ainda que a diretora estreante abuse demais de suas influências para deixar mais clara sua própria voz. A referência mais imediata é ao trabalho de Wes Anderson, dando a impressão inicial que o cineasta juntou-se a David Lynch para fazer uma típica produção adolescente.
Myers, porém, brinca com a simetria ao extremo no uso de gêmeas(os) idênticas(os), além de optar pela steadycam em vários momentos e por enquadramentos mais diversos para dar sua assinatura à obra, que abocanhou prêmios locais e foi exibida no Festival de Berlim. Nela, a festa de 15 anos de Greta Driscoll (Bethany Whitmore, com uma vívida interpretação) é marcada como um rito de passagem para a adolescência, ou que é ela própria. O cenário é uma Austrália suburbana dos anos 1970, destacada por uma paleta de cores amarelada, no qual a garota acabara de se mudar e, por ser nova no pedaço, já sofre o assédio das poderosas trigêmeas, um trio à la Meninas Malvadas (2004) que domina a escola.
Com personagens que se limitam a estereótipos, o roteiro de Whittet entrega diálogos espirituosos, especialmente através de Elliot (o afiado Harrison Feldman), o melhor amigo da jovem, que entrega falas impagáveis, como a de quantas vezes por dia pensa em certo assunto; cenas marcantes, a exemplo da memorável entrada dos convidados na festa; e uma ousadia sutil no final. A direção, por sua vez, é mais eficiente em seu sarcasmo e surrealismo da realidade familiar e escolar de Greta do que em sua faceta onírica, pontuada por uma direção de arte e fotografia sombrias e opostas ao resto do longa. Isso talvez porque o sonho em si demore a vingar na narrativa – ainda que seja uma clara alegoria do inconsciente dela, até pelo uso dos mesmos atores. Por fim, fica a imagem de um filme que tira humor, dor e afeição de sua envolvente estranheza. (Nayara Reynaud)
25/10 - 18:50
30/10 - 18:30

Eu Olga Hepnarova
Assista a trailer
Baseado numa história real, que aconteceu na Tchecoslováquia dos anos de 1970,
Eu, Olga Hepnarová é um estudo de personagem construído com um distanciamento frio, numa bela fotografia em preto e branco que parece congelar a imagem num passado distante. Mas o retrato da alienação emocional pode ecoar até hoje. A protagonista, interpretada por Michalina Olszanska, é uma jovem homossexual com um conflito interno severo, que parece refletir o contexto social do país onde mora.
Nascida no começo dos anos de 1950, ela teve uma vida curta e problemática. Ela é introduzida no longa, dirigido por Petr Kazda e Tomás Weinreb, como uma adolescente atormentada, que tenta o suicídio e fracassa. Sua mãe (Klára Melísková) decreta: “Até para se matar é preciso ser forte”. Isso parece atormentar a garota pelo resto de sua existência.
Incapaz de se matar e também de lidar com o peso de suas escolhas numa sociedade opressiva e opressora, Olga buscará uma morte infligida por outras mãos. Levada a um estado que beira uma zumbi, a moça quer se vingar do mundo que não se importa com ela. Isso culmina num ato extremo numa rua de Praga, em 1973, que é retratado de forma quase banal nas mãos dos diretores – esvaziando um tanto um impacto do horror daquilo que está acontecendo na tela (e aconteceu no mundo real).
Há um algo de mártir em Olga, uma Joana D’Arc alienada, que ganha vida na interpretação meditada de Michalina Olszanska, uma jovem atriz polonesa em ascensão. A vida da protagonista é destituída de qualquer tipo de alegria ou conforto. Nem nas cenas de sexo com as mulheres que deseja, ela parece feliz. É nessa infelicidade constante, nos olhos vagos, que a intérprete encontra a honestidade de sua intepretação que, em alguns momentos, é maior do que o filme. (Alysson Oliveira)
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 1 - 02/11 - 13:30

O ignorante
Assista ao trailer
Pelo terceiro não consecutivo, a Mostra exibe um filme do francês
Paul Vecchiali. Depois de Noites Brancas no Píer (2014) e É o Amor (2015), é a vez de O Ignorante, que foi exibido no Festival de Cannes. O diretor, que também assina o roteiro, interpreta o personagem principal, Rodolphe, um homem solitário, vivendo de recordações do seu passado até a chegada do filho, interpretado por Pascal Cervo, presença constante nos últimos longas do cineasta.
Os dois não são muito próximos, mas, a partir do momento em que o rapaz impõe sua presença, mudando-se para a casa do pai, a relação dos dois se transforma. O Ignorante é um filme labiríntico, cujas paredes são formadas pela memória dos romances de Rodolphe. Ao longo dos próximos dias, o personagem receberá a visita de antigas paixões do seu passado – interpretadas por atrizes como Annie Cordy e Françoise Lebrun.
Essa busca pelo tempo perdido é também a oportunidade de Laurent (Cervo) descobrir quem é realmente seu pai. Há ainda uma grande paixão mal resolvida nesse passado, que resultou em frustrações e no casamento de Rodolphe. Essa mulher é interpretada por Catherine Deneuve.
Vecchiali mantém seu estilo peculiar e contido – há dois números musicais inesperados e melancólicos, como de costume –, e sua investigação emocional é precisa, resultando num dos filmes mais acessíveis de sua filmografia recente. Há também uma espécie de concessão ao trazer para o elenco atores famosos (além de Deneuve, também estão Mathieu Amalric e Edith Scob), sem nunca realmente abrir mão daquilo que seus fãs esperam. (Alysson Oliveira)
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 3 - 26/10/16 - 14:50

Walesa
Leia crítica de Alysson Oliveira e assista ao trailer
CINE CAIXA BELAS ARTES S/1 VILLA-LOBOS – 1/11 – 14:00

Elle
Leia a crítica de Neusa Barbosa e assista ao trailer
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - AUGUSTA 1 – 27/10 – 16:10
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