Fim de semana com apostas em premiados e inéditos
- Por Equipe Cineweb
- 20/10/2017
- Tempo de leitura 16 minutos

O primeiro final de semana da Mostra tem novidades como o inédito Bikini Moon, do premiado diretor macedônio Milcho Manchevski (Antes da Chuva) – que tem sua première mundial aqui – e também o romeno Ana, meu amor, de Calin Peter Netzer, que teve sua montagem premiada em Berlim. Entre as apostas, o húngaro 1945, o candidato da Islândia ao Oscar de filme estrangeiro, A sombra da árvore,
e o documentário brasileiro Aqualoucos.
As respectivas famílias dos dois entram em foco, ambas disfuncionais e marcando de traumas e neuroses o jovem casal, à volta com crises depressivas de Ana, dificuldades profissionais e financeiras, desejos, lutas, frustrações.
1945
- 28/10/17 - 22:30

A oeste do rio Jordão
21/10/17 - 22:10
23/10/17
28/10/17
30/10/17 - 15:50
A sombra da árvore
Candidato da Islândia para uma indicação ao Oscar de filme estrangeiro, A sombra da árvore começa com a promessa de um clima de estranhamento e humor negro, mas, do meio para o final, o diretor Hafsteinn Gunnar Sigurðsson
muda radicalmente a condução da história e precipita um desfecho que foge completamente da escolha anterior, com resultado final muito próximo do esquizofrênico.
Atli (Steinþór Hróar Steinþórsson) é expulso de casa pela mulher, Agnes (Lára Jóhanna Jónsdóttir), que o flagrou assistindo a um vídeo que comprova sua traição com outra mulher.
Atli é impedido de ver a filha e vai morar com os pais. Inconformado, força um encontro com a menina, na escola onde ela estuda, o que só contribui para que Agnes se enfureça mais ainda.
O pai de Atli tenta exercer o papel de conciliador, mas ele próprio vive outro drama em casa, com a mulher que não consegue superar a morte do outro filho, e trava uma disputa feroz com um casal de vizinhos por causa de uma árvore que faz sombra no outro quintal.
O bom senso, que poderia ser o caminho para que as duas situações extremas se resolvessem de forma civilizada, nunca prevalece e a tensão cresce à medida em que o filme avança e quase
todos começam a perder o equilíbrio. (Luiz Vita)
RESERVA CULTURAL
- SALA 2 - 21/10/17 - 17:45
PLAYARTE SPLENDOR PAULISTA
- 22/10/17 - 21:30
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 1
- 27/10/17 - 17:00

Lutando através da noite
o diretor dá voz exatamente àqueles que melhor podem falar sobre o assunto: as pessoas afetadas, que, de outra forma, não seriam ouvidas. As falas são longas, dando-lhes a oportunidade de construir suas narrativas pessoais.

Aqualoucos
21/10/17 - 19:20
22/10/17 - 15:45
30/10/17 - 17:10

Bikini Moon
21/10/17 - 21:45
22/10/17 - 20:45
19:10

Satã disse dance
Assista ao trailer
O filme polonês talvez seja melhor compreendido se lido como um Christiane F. do século XXI. Escrito e dirigido por
Katarzyna Roslaniec, traz em si alguns elementos do cult alemão dos anos de 1980, agora filtrados pelas sensibilidades do presente. Usando um formato de tela quadrado (1:1) bastante peculiar – não é 3:4 como dos antigos televisores, nem o retângulo horizontal mais comum, como a tela do cinema
–, o longa se alinha, nesse quesito, às molduras de redes sociais como Instagram.
A protagonista é Karolina (Magdalena Berus), uma jovem que escreveu um romance juvenil de relativo sucesso sobre as mazelas da juventude de seu país. O longa abre com um aviso, dizendo que o que se verá são fragmentos da vida de uma personagem, que poderiam ser contados em qualquer ordem. Nesse sentido, o esforço do montador Stefan Stabenow está em orquestrar o caos.
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