Em O Primeiro Dia da Minha vida, o cineasta Paolo Genovese toma clara inspiração em A Felicidade Não Se Compra. Quatro suicidas, num momento extremo, recebem a visita de um desconhecido que lhes dá uma semana para mudar de ideia ao revisitar suas vidas e voltar a ter paixão por viver.
Arianna (Margherita Buy) é uma policial, vivendo um momento de luto profundo; Napoleone (Valerio Mastandrea) é um coach motivacional que perdeu sua própria motivação; Emilia (Sara Serraiocco) é uma ginasta que está numa cadeira de rodas; e Daniele (Gabriele Cristini) é um pré-adolescente com carreira na internet, mas que sofre bullying por estar acima do peso considerado ideal.
Entra em cena um personagem sem nome e interpretado por Toni Servillo, um homem que interceptará cada uma dessas quatro pessoas, e as irá reuni-las para que juntas passem uma semana repensando suas escolhas, buscando uma nova chance.
Partindo de seu próprio livro, Genovese, que assina o roteiro com Isabella Aguilar e Paolo Costella, faz uma espécie de filme de autoajuda, todo bem-intencionado, mas frágil em seu retrato do desespero e das possibilidades. Essas pessoas, numa espécie de entrevida, nem vivos, nem mortos, observam os seus próprios cotidianos.
Aos poucos, laços começam a se fortalecer entre eles mesmos, e isso poderá ser a salvação. O filme não é muito convincente, embora lide com o suicídio com o devido respeito. Os personagens caricatos pouco ajudam, apesar do bom elenco liderado por Servillo e Buy.
