04/06/2026
Drama

O primeiro dia da minha vida

Chegando ao fundo do poço, quatro pessoas que não se conhecem tentam se matar, mas são abordadas por um estranho que lhes dará uma semana para conviverem e pensarem se desejam uma nova chance. Nos cinemas.

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Em O Primeiro Dia da Minha vida, o cineasta Paolo Genovese toma clara inspiração em A Felicidade Não Se Compra. Quatro suicidas, num momento extremo, recebem a visita de um desconhecido que lhes dá uma semana para mudar de ideia ao revisitar suas vidas e voltar a ter paixão por viver. 

Arianna (Margherita Buy) é uma policial, vivendo um momento de luto profundo; Napoleone (Valerio Mastandrea) é um coach motivacional que perdeu sua própria motivação; Emilia (Sara Serraiocco) é uma ginasta que está numa cadeira de rodas; e Daniele (Gabriele Cristini) é um pré-adolescente com carreira na internet, mas que sofre bullying por estar acima do peso considerado ideal. 

Entra em cena um personagem sem nome e interpretado por Toni Servillo, um homem que interceptará cada uma dessas quatro pessoas, e as irá reuni-las para que juntas passem uma semana repensando suas escolhas, buscando uma nova chance. 

Partindo de seu próprio livro, Genovese, que assina o roteiro com Isabella Aguilar e Paolo Costella, faz uma espécie de filme de autoajuda, todo bem-intencionado, mas frágil em seu retrato do desespero e das possibilidades. Essas pessoas, numa espécie de entrevida, nem vivos, nem mortos, observam os seus próprios cotidianos. 

Aos poucos, laços começam a se fortalecer entre eles mesmos, e isso poderá ser a salvação. O filme não é muito convincente, embora lide com o suicídio com o devido respeito. Os personagens caricatos pouco ajudam, apesar do bom elenco liderado por Servillo e Buy. 

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