A fadiga do remake live-action é uma realidade desde que a Disney inventou essa moda com A Bela e a Fera – é claro que existiram outros antes desse, mas aqui que começou a febre atual, que inclui, entre outros, O Rei Leão (2019), A Pequena Sereia (2023) e Lilo & Stitch (2025). É o caminho mais fácil e rápido que a casa do Mickey Mouse encontrou para ganhar dinheiro. São refilmagens em carne, osso e efeitos especiais de sucesso, que têm lucrado bastante. Embora o estúdio pareça estar a um live-action de distância de matar sua galinha dos ovos dourados.
Moana, a nova adição a esse catálogo, não é diferente e, seguindo o cartilha do testado e aprovado, não há grandes mudanças – talvez, nem pequenas – no filme dirigido por Thomas Kail, do musical Hamilton. Para quem não conhece a animação de uma década atrás, talvez possa ter algum frescor, mas, ainda assim, é tudo tão fiel às regras da Disney que não há espaço para originalidade. Antes desse remake, o longa já havia rendido uma sequência.
A cartilha manda: uma adolescente destemida e bela, Moana (Catherine Laga'aia) precisa provar seu valor à sua aldeia Motonui, na Polinésia, para assumir o papel de líder. Para isso, entra numa aventura em busca de um semideus, Maiu (Dwayne Johnson, que já havia dublado o personagem na animação original), e convencê-lo a devolver a uma deusa uma pedra que ele roubou dela anos atrás, e por isso foi relegado a uma ilha sozinho.
Por conta de todo esse imbróglio do passado, a ilha onde vive Moana está morrendo. E, por algum motivo que ela desconhece, seu pai a impede de entrar no mar para além de um recife de corais. Mas ela o desafia e vai e encontra Maiu que, arrogante como é, não quer se redimir com a deusa. Mas Moana consegue convencê-lo, e seguem juntos numa aventura pouco empolgante e mais longa do que tem direito.
Embora Moana não goste quando Maui a chama de princesa, ela é mais uma princesa da Disney mesmo que meio disfarçada. E a suposta diversidade que o estúdio possa estar celebrando aqui não deixa de ser uma cooptação em nome do lucro, afinal, o exótico vende.
