As marionetes são feitas de madeira e presas a fios que representam sua vida. Uma vez que a linha ligada à cabeça é cortada, eles morrem. Presume-se que nenhum dos cenários tenha teto, afinal, elas não conseguiriam entrar nos castelos, calabouços, cavernas e outros lugares onde a ação transcorre. A metafísica fantástica da história parece um cruzamento entre Tolkien e a saga Star Wars, e, por isso, nunca consegue dialogar com um público senão o seu específico. Afinal, as personagens têm nomes e atitudes new age, como Zerith, Erito e Eike.
O roteiro se apóia numa história confusa e sem graça, que tenta trazer algum charme num filme que teria rendido um bom curta. Tudo começa com o jovem príncipe de Hebelon Hal que decide investigar a misteriosa morte de seu pai antes de herdar o trono. Ele recebe uma pista de que os culpados são os guerreiros Zeriths e vai averiguar. Já a irmã dele, Jhinna, fica em Hebelon e passa a correr risco de vida devido a um plano armado por traidores.
O uso das marionetes serve não apenas como uma diversão nostálgica, mas também para acentuar o caráter new age da história que alega, literal e metaforicamente, que estamos todos conectados. O filme acaba se revelando lento demais para o público infanto-juvenil, e pretensioso demais para os adultos que buscam diversão ou apenas bom cinema.
