03/07/2026
Drama

A Vida de Chuck

Narrado de maneira reversa, o filme começa com Chuck adulto, num mundo que está acabando. Voltando no tempo, o longa narra o processo de amadurecimento de um homem que tentou viver sua vida ao máximo. Na Prime Video (a partir de 4/12).

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Vencedor do prêmio principal do Festival de Toronto de 2024, no voto do público, A Vida de Chuck bateu filmes como Ainda Estou Aqui, O Quarto ao Lado, Anora e Babygirl. Esse louro, no entanto, talvez funcione contra o filme, ao aumentar as expectativas em relação a essa adaptação de um conto de Stephen King, assinada por Mike Flanagan, responsável também pelas adaptações de Doutor Sono e Jogo Perigoso, do mesmo autor. 

A Vida de Chuck é daqueles textos menores de King, nos quais ele deixa seu lado mais sentimental tomar conta, esquecendo de sua produção mais conhecida e relevantes, que é no terror. O roteiro, assinado por Flanagan, também, é contaminado por um sentimentalismo barato que deve fazer qualquer pessoa com um pingo de cinismo revirar os olhos. 

Divido em três partes, narradas em reverso, o longa começa com Marty (Chiwetel Ejiofor), um professor vivendo em tempos apocalípticos. Ele observa uma pequena cidade sendo destruída, enquanto celulares, televisão e internet vão deixando de funcionar. Além disso, as taxas de suicídio aumentaram vertiginosamente, obrigando à ex-mulher dele, a médica Felicia (Karen Gillan), a trabalhar constantemente. 

Uma coisa que intriga a todos são outdoors espalhados pela cidade, nos quais se agradece a um tal de Charles “Chuck” Krantz (Tom Hiddleston), pelos 39 grandes anos. O problema é que ninguém sabe quem e esse homem que aparece na foto. A resposta para essa questão e o surgimento do apocalipse não são realmente dadas nesse momento. 

No Ato Dois, Chuck se junta a uma garota, Lauren (Annalise Basso), para uma aula de dança na rua. Essa parte é quase como uma antítese da anterior, com mais alegria, cores e sons. Já o Ato Final, acompanha Chuck em sua juventude quando vai morar com o avô (Mark Hamill) e a avó (Mia Sara), que ama dançar. Na casa deles há um sótão, no qual o protagonista está proibido de entrar. 

Ao fim, tudo se resolve de maneira bastante didática, ao som de uma trilha sonora ruim e onipresente que insiste em ditar o tom do filme e as emoções que o público deve sentir em cada momento, torando a experiência cansativa e sem o brilho metafísico que  o longa gostaria de ter. 

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