Dos R$ 2milhões investidos no projeto, R$ 1,6 milhão vem de recursos do Ministério da Cultura e R$ 400 mil da ONG Instituto Marlin Azul –, numa média de R$ 50 mil por filme. Os estados mais contemplados são Minas Gerais e Bahia. Revelando os Brasis visa contemplar comunidades com até 20 mil habitantes.
Senna também comentou o projeto que Lula vai enviar para o Congresso nesta quarta-feira, que prevê um aumento no orçamento do Fundo Setorial do Audiovisual para R$ 30 milhões e amplia a sua ação também para os projetos de TV.
Competição - A sessão de filmes em competição no festival na noite de segunda-feira foi mais curta, com apenas um longa e dois curtas. A produção venezuelana Maroa, de Solveig Hoogesteijn, mostra a vida de uma menina que ganha a vida nas ruas de Caracas vendendo fotos de santos e mulheres nuas. Depois de ser presa, ela é mandada para uma instituição, onde passa a ter aulas de clarinete com Joaquin (Tristán Ulloa).
Maroa é um daqueles filmes que mostram personagens se reencontrando, ou descobrindo algo de novo com a música. O problema é que o roteiro não tem o tempo certo para desenvolver as ações. Alguns fatos acontecem muito rápido, e, com isso, não fazem sentido. O que acaba desperdiçando as boas interpretações da dupla central.
O curta paulista O Diário Aberto de R., de Caetano Gotardo, mostra um rapaz que se apaixona por um colega de escola e vai registrando a ‘relação’ numa carteira de sua sala de aula. Já o filme carioca O Monstro, de Eduardo Valente, é uma investigação sobre quem poderia ter causado um acidente de trem que matou centenas de vítimas. A conclusão do delegado pode ser perturbadora. O curta participou recentemente da competição oficial em Cannes.
