Com entrada franca, a mostra traz 39 títulos na programação, representando dez países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Perú, Uruguai e Venezuela. Para a abertura, em São Paulo, no Cinesesc, foi convidado o diretor argentino Alejo Hojiman, que apresentará o seu inédito “Unidad 25”.
Além do argentino, outros sete diretores brasileiros vão comparecer ao evento. Luciana Burlamaqui, diretora do Entre a Luz e a Sombra, longa inédito no circuito, Vincent Carelli, de Corumbiara (premiado como melhor filme no Festival de Gramado), Tata Amaral, diretora da minissérie televisiva “Trago Comigo”, Danilo Solferini, de Pugile, René Guerra, do curta-metragem Os Sapatos de Aristeu”, Marcelo Trotta, também com o curta Além de Café, Petróleo e Diamantes, e a cineasta Inês Cardoso, que apresenta o seu Cocais, a Cidade Reinventada.
Já na Cinemateca, a 4ª edição da mostra começa dia 06 de outubro, terça-feira, com o documentário investigativo Esse Homem Vai Morrer – Um Faroeste Caboclo, de Emilio Gallo, que revela como um sonho que atraiu um punhado de brasileiros até Rio Maria (Pará) se tornou uma sentença de morte para quatorze deles. No mesmo dia, também haverá a exibição da produção argentina “Contra-Corrente”, de Agostina Guala e o paraguaio “Partida”, de Marcelo Martinessi.
Estão previstas também duas sessões de audiodescrição para o público com deficiência visual. Na quarta-feira (07), será exibido o filme O Signo da Cidade, de Carlos Alberto Riccelli e na quinta-feira (08), Não Conte a Ninguém, de Francisco J. Lombardi.
Segundo os realizadores, a seleção de filmes é dividida em duas partes. No bloco maior, são reunidas apenas as produções dos últimos dois anos, como o filme Garapa, de José Padilha (Tropa de Elite). Os outros 21 filmes desse bloco completam a pluralidade de temas que compõem o caleidoscópio dos Direitos Humanos: preconceito racial, equidade de gênero, proteção da criança e do adolescente, saúde mental, tortura, trabalho escravo, pessoas com deficiência, diversidade sexual, liberdade religiosa, memória da repressão política, a questão do idoso e muitas outras.
O Homenagem da Mostra, este ano, será para o pioneirismo do projeto “Vídeo nas Aldeias”, concebido pelo diretor Vincent Carelli, já premiado em Gramado, que desde 1987 combina a luta indigenista com uma estratégia fascinante de Educação em Direitos Humanos para produzir filmes sensíveis e de elevada qualidade.
Veja a programação completa em http://www.cinedireitoshumanos.org.br/
