Mais adiante, o crítico afirma que "Hector Babenco realizou um filme de enfant gaté (menino mimado). Não se pode de um lado denunciar o universo carcerário e de outro colocar o espectador de seu lado mostrando-lhe apenas heróis positivos". Para o jornal, o diretor retratou os prisioneiros como "belos, inteligentes, gentis e quase sempre inocentes".
O crítico conclui seu artigo dizendo que Babenco "evita a todo custo a identificação do público com um verdadeiro criminoso, suprema hipocrisia de um cineasta que se propõe a filmar o inferno com a condição de assegurar o bem-estar do espectador".
Cineweb-21/5/2003-10.55
