21/07/2026

Mostra no CCBB-SP promove uma viagem pelo cinema da Turquia

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O Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo apresenta, de 23 de fevereiro a 6 de março, a mostra Tempos e Ventos – Viagem pelo Cinema Turco, com curadoria deArndt Röskens, reunindo dez filmes realizados entre 1964 e 2010. Entre os destaques estão Entre os destaques encontr5a-se Um Doce Olhar (Urso de Ouro em Berlim), 3 Macacos (prêmio de direção em Cannes), Verão Seco (Urso de Ouro em 1964, restaurado por Martin Scorsese) e três filmes de Yilmaz Güney, o maior cineasta turco
 
O cinema turco reflete um país diverso, com uma cultura marcada entre a modernidade e a tradição. Situada entre a Europa e a Ásia, a Turquia reflete as diferenças entre Ocidente e Oriente.
 
Uma das grandes atrações da mostra é a Trilogia Yusuf, do diretor Semih Kaplanoglu, que acompanha a trajetória de um jovem poeta em ordem inversa, da idade adulta à infância: Ovo (Yumurta, 2007), Leite (Süt, 2008) e Um Doce Olhar (Bal, 2010) – este último vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2010.  
 
Em contraponto à produção dos anos 2000, serão exibidos três filmes realizados entre os anos de 1970 e 1982 por aquele que é considerado o maior cineasta turco de todos os tempos, Yýlmaz Güney. Esperança (Umut, 1970), por exemplo, é considerado um marco na história do cinema turco e mundial, aproximando-se do neorrealismo italiano.
 
Güney era um ativista de esquerda que viveu em conflito com o governo que se instalou na Turquia nos anos 1970. Foi preso diversas vezes, tendo passado metade da vida encarcerado. Muitas vezes, comandou a equipe de seus filmes de dentro da cadeia. Seu penúltimo filme, O caminho (Yol, 1982 - foto), também na programação, venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes daquele ano.
 
Outro clássico é Verão Seco (Susuz Yaz, 1964), de Metin Erksan, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim. O filme foi restaurado, em 2008, pela World Cinema Foundation, de Martin Scorsese.
 
Outros quatro filmes significativos integram a mostra: Tempos e ventos (Beþ Vakit, 2006), primeiro sucesso internacional do diretor Reha Erdem; Viagem ao Sol (Güneþe Yolculuk, 1994), de Yeþim Ustaoðlu, uma das poucas mulheres cineastas na Turquia, cujos filmes abordam questões políticas; e 3 macacos (Uç Maymun, 2008), de Nuri Bilge Ceylan, Palma de Melhor Diretor no Festival de Cannes. Ceylan é o único cineasta que rompeu a barreira da distribuição e chegou ao circuito comercial brasileiro.

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