22/07/2026

Morre o cineasta experimental francês Chris Marker

Exatamente quando completava 91 anos, neste domingo (29-7), morreu em Paris o cineasta, desenhista e fotógrafo francês Chris Marker.
 
Conhecido por sua liberdade de experimentação, com um uso criativo do som e da imagem, e procurando uma narrativa poética à qual não faltava uma percepção social e política, Marker era conhecido especialmente por La Jetée (62), que inspirou o cineasta norte-americano Terry Gilliam no conceito do filme Os Doze Macacos (95).
 
Muito recluso e evitando inclusive ser fotografado – uma ironia, já que era um fotógrafo conhecido -, Marker assinou mais de 50 documentários, como Cuba! (61) – que incluiu duas entrevistas com Fidel Castro e que permaneceu por anos banido nos EUA pelo suposto tom antiamericano com que tratou o episódio da Baía dos Porcos. Marker também venceu um Urso de Ouro em Berlim pelo documentário Descrição de um Combate (60).
 
Na juventude, lutou na Resistência francesa, aproximando-se depois da II Guerra da intelectualidade ligada à esquerda. Trabalhou com André Malraux e André Bazin – com este último, na seção teatral da revista Travail et Culture. Publicou vários livros, como o romance Le Coeur Net (50).
 
Nascido em Neuilly-sur-Seine, nos arredores de Paris, ele adotou o pseudônimo Marker supostamente por causa da caneta Magic Marker, usada para desenhar. Pode ter sido mais uma piada do artista, que não costumava se dar ao trabalho de desmentir lendas a seu respeito.
 
Marker foi homenageado em 2009 no Brasil com uma mostra de 33 de seus filmes, no CCBB, e uma exposição de suas fotos, no MIS de São Paulo.

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