Morreu na terça-feira (31/7), em Los Angeles, o escritor Gore Vidal. Tinha 86 anos e havia voltado a viver nos EUA em 2003, depois de anos morando em Ravello (Itália). A causa foi complicação após pneumonia.
Filho de um pioneiro da aviação, Vidal nasceu na Academia Militar de West Point e teve educação refinada. Pertenceu a uma geração em que brilharam escritores como Norman Mailer e Truman Capote, que renovaram, com ele, a prosa americana.
Seus livros mais conhecidos eram Palimpsesto (um franco livro de memórias, em que falava inclusive da própria sexualidade), A Cidade e o Pilar, A Era Dourada: Narrativas do Império, Washington D.C. e Juliano, entre outros.
Ocasionalmente ator – como na comédia política Bob Roberts (92) e na ficção científica Gattaca (97) -, Vidal também trabalhou como roteirista e script doctor. Participou do roteiro da superprodução Ben-Hur, mas ficou fora dos créditos.
Também assinou a adaptação cinematográfica de De Repente, no Último Verão (1959), do amigo e dramaturgo Tennessee Williams, com direção de Joseph L. Mankiewicz, e o roteiro do polêmico Calígula (1979), muito modificado pelos diretores Tinto Brass, Bob Guccione e Giancarlo Lui em sua criticada versão final na tela.
Vidal apareceu como ele mesmo em filmes como o semidocumental Roma de Fellini (1972) e também no documentário Os EUA contra John Lennon (2006). E figurou como personagem também em episódio da série animada Os Simpsons.
Membro de uma família política, duas vezes concorreu em eleições legislativas, em 1960 e 1982 (como deputado e senador), mas não teve sucesso.
