21/07/2026

CCBB apresenta retrospectiva de Lúcia Murat no Rio e São Paulo

Irene Ravache, no clássico Que bom te ver viva (Crédito: Divulgação)

A mostra gratuita Cinema de Resistência: um olhar sobre o Brasil invisível está em cartar no Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro até 26 de junho, e em São Paulo acontece de 4 a 29 de junho, e exibirá  de 34 obras, entre filmes e episódios de séries, da cineasta Lucia Murat. O trabalho da diretora percorre as feridas abertas da história de um Brasil recente e contará com quatro debates em torno de temáticas como ditadura, feminismo, desigualdade e povos originários.

Em um cenário de instabilidade política no Brasil e no mundo, a mostra propõe um convite à reflexão por meio das obras da cineasta e ex-jornalista, cuja filmografia entrelaça memória, experiências pessoais, ficção e realidade histórica. Ao longo de quase um mês, o público poderá assistir a 13 longas-metragens, 2 filmes de média e curta-metragem, além de 19 episódios em vídeo, organizados em quatro módulos temáticos: Ditadura e Memória, Povos Originários, Questões Femininas e Desigualdades. A programação será acompanhada por debates com artistas, ativistas e intelectuais, ampliando o diálogo proposto pelos filmes.  

Lucia Murat soma 14 longas-metragens feitos exclusivamente para as salas de cinema, consolidando-se como a cineasta latino-americana com a maior produção no formato. Em grande parte desses trabalhos, assinou simultaneamente a direção, o roteiro e a produção - um feito notável e raro, mesmo entre os grandes nomes do audiovisual. Premiada em diversos festivais internacionais e nacionais, como Chicago, Miami, Huelva, Havana, Moscou, Mar del Plata, Festival do Rio, Brasília e Gramado, Lucia teve seu último filme - Hora do Recreio (2025) - laureado com a Menção Especial do Júri Jovem na Mostra Generation 14 Plus, da Berlinale de 2025, em Berlim, Alemanha. Aos 76 anos, a cineasta segue usando o audiovisual como meio de conscientização social. 

A obra de Lucia é atravessada por uma série de marcas estilísticas e temáticas recorrentes: como a dissolução das fronteiras entre os formatos cinematográficos, presente desde seu primeiro longa-metragem; o enfoque na memória; a narrativa desconstruída; e a busca por trazer à tona comunidades e temas geralmente marginalizados ou silenciados. 

A partir de algumas dessas características, foi possível para a curadoria organizar sua produção em quatro grandes eixos que estruturam a mostra: Ditadura e Memória, Povos Originários, Questões Femininas e Desigualdades. 

A programação completa do CCBB RJ está aqui: https://ccbb.com.br/rio-de-janeiro/programacao/cinema-de-resistencia-um-olhar-sobre-o-brasil-invisivel/

E do CCBB SP, aqui: https://ccbb.com.br/sao-paulo/programacao/cinema-de-resistencia-um-olhar-sobre-o-brasil-invisivel/

 

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