03/06/2026

Morre o documentarista Silvio Tendler aos 75 anos

 

Silvio Tendler na 13ª Mostra Cinema Direitos Humanos, em 2024, quando foi homenageado (Crédito: Divulgação)

Um dos principais nomes do documentário brasileiro, Silvio Tendler morreu hoje no Rio de Janeiro, aos 75 anos. Diretor de filmes sobre figuras públicas como João Goulart, Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves, ele ficou conhecido por suas obras de cunho político. Jango (1989) detém uma das maiores bilheterias de um documentário brasileiro. 

Utopia e Barbárie, de 2009, é, também um de seus principais filmes, ao lado de O Mundo Mágico dos Trapalhões, que vendeu  quase 2 milhões de ingressos. Na televisão, dirigiu, na Globo, os segmentos documentais da série Anos Rebeldes, uma das primeiras obras televisivas a abordar a ditadura. 

Sua carreira começou em meados dos anos de 1960, no movimento cineclubista, tornando-se presidente da Federação de Cineclubes do Rio de Janeiro, em 1968. No começo dos anos de 1970, mudou-se para o Chile, entusiasmado com o governo do presidente Salvador Allende, depois mudou-se para a França, onde continuou estudando cinema e fez parte de um grupo liderado por Chris Marker. 

Tendler obteve o título de mestre em Cinema e História pela École des Hautes-Études/Paris VII – Sorbonne, tendo elaborado uma tese sobre Joris Ivens, e voltou ao Brasil em 1976, quando começou a fazer seu primeiro longa-metragem, Os Anos JK - Uma Trajetória Política.

Seus filmes incluem ainda Glauber, Labirinto do Brasil, Encontro com Milton Santos ou: O Mundo Global Visto do Lado de Cá, Alma Imoral, Tancredo A Travessia, Dedo na Ferida

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