18/06/2026

Cine PE anuncia a seleção de sua 30ª edição

Completando em 2026 três décadas de história, o Cine PE/Festival do Audiovisual realiza sua 30ª edição entre os dias 1º e 7 de junho, no Recife, com todas as sessões gratuitas. As exibições competitivas acontecem no Cinema do Teatro do Parque, com a tradicional programação noturna, enquanto as sessões da Mostra Matinê, fora da competição, serão realizadas no Cinema São Luiz, reunindo 12 filmes em uma programação paralela voltada a novos olhares e experimentações. Os ingressos poderão ser retirados diariamente na bilheteria do Cinema do Teatro do Parque, a partir das 17h, ou antecipadamente pela plataforma Sympla, sempre sujeitos à lotação das salas.

A grande homenageada desta edição é a atriz Cláudia Abreu, um dos nomes mais consagrados da dramaturgia brasileira. Com uma trajetória que começou ainda jovem nos palcos do Tablado, construiu uma carreira sólida no teatro, na televisão e no cinema, marcada pela versatilidade e pela intensidade de suas interpretações. Ao longo dos anos, protagonizou trabalhos marcantes em novelas, séries e filmes, além de se destacar também como roteirista e produtora.  

A abertura do festival, no dia 1º de junho, será marcada pela exibição do longa Doutor Monstro (PR/SP), dirigido por Marcos Jorge, primeiro competidor da seção principal. O longa acompanha Cláudia Ferreira, vivida por Taís Araújo, uma promotora obstinada que enfrenta um dos casos mais brutais de sua carreira. Diante da tentativa de sustentar uma tese de legítima defesa para livrar um médico feminicida, interpretado por Marat Descartes, ela precisa recorrer a todos os meios possíveis para evitar que o crime fique impune. Inspirado na história real de Farah Jorge Farah, o filme mergulha em uma narrativa intensa onde verdade e mentira se misturam em uma tragédia que expõe as falhas e tensões do sistema de justiça.

Os outros cinco longas da competição principal são: Buenosaires, de Tuca Siqueira (PE); Resta Um, de Fernando Ceylão, com Caco Ciocler e Maria Ribeiro (RJ); Mapas, de Rafael Lobo (DF); A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai (RJ); e Onde Estamos Seguros, de Thais Scabio e Gilberto Caetano (SP).

A programação inclui também, como já é tradição, entrevistas e debates, além do lançamento do livro comemorativo “Cine PE: Uma grande história feita de muitas”, obra de autoria coletiva que celebra a trajetória do festival.

Ao final, os vencedores recebem o Troféu Calunga, símbolo máximo do festival, que será entregue aos vencedores das mostras competitivas de curtas e longas-metragens. 

Em 2026, o festival dá um passo importante rumo ao reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial. O Cine PE já está com projetos em tramitação nas comissões responsáveis pela concessão do título, tanto na Assembleia Legislativa de Pernambuco quanto na Câmara de Vereadores do Recife. As propostas são, respectivamente, de autoria do deputado Jarbas Vasconcelos Filho e do vereador Samuel Salazar.

 

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