Foram anunciados os títulos que compõem a mostra Olhar do Ceará, parte do Cine Ceará - Festival Ibero-americano de Cinema que destaca a produção cearense. Para a 36ª edição, que acontece de 7 a 12 de novembro de 2026, foram selecionados 4 longas-metragens e 15 curtas que refletem a diversidade de formatos e temáticas da cena local.
Para a Mostra Olhar do Ceará, foram selecionados os longas-metragens documentais Adulto/Homem, de Pedro Diógenes, que se pergunta o que pode dizer o rosto de 20 atores que esperam por um teste de elenco; Douvina, de Márcio Câmara, que propõe um convite silencioso à contemplação da memória e dos rastros do presente; O Cio da Terra, de Rivelino Mourão, que une fiéis e brincantes na celebração da Festa do Pau da Bandeira; e Pessoal do Ceará - Lado A Lado B, de Nirton Venâncio, que aborda a música cearense, focado no movimento Pessoal do Ceará, durante o período do golpe militar.
Os curtas-metragens selecionados foram: Deu Praia, de Amanda Pontes, ficção sobre um date na praia entre o delírio e a realidade; Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Adeciany Castro, Weyna Macedo, Mariana Smith e Lucas Parente, documentário que retrata um movimento comunitário religioso bombardeado pela força aérea brasileira em 1937, hoje citado como exemplo de autonomia camponesa; Era Vânia, de Ticiana Augusto Lima, ficção que acompanha Vânia, uma mulher que está sozinha na sala de estar, em meio a uma rotina cotidiana; Erô, de Coletiva - Cinema Instantâneo, documentário sobre Erodimar, uma heroína no sertão.
Concorrem também na mostra os curtas de animação Janaína e a Concha, de Malu Meneses, sobre uma sereia que se casa com um pescador e vive como humana na solidão de boa esposa, até que a morte de seus filhos mais velhos mudam o curso de seu destino; Kaira e o temporal, de Wagner Nogueira Mendes, que traz a jovem Kaira como símbolo de esperança para enfrentar a Máquina-Metrópole Cronos e reacender as memórias perdidas de um povo; Marimbã está acontecendo, de Maryn Marynho, sobre como pessoas trans se imaginam no futuro.
A seleção de curtas traz ainda Pirexia, de Nico da Costa, ficção sobre o rockstar Baby, que fica impossibilitado de criar músicas novas, até que ele decide compor com seu ex-companheiro musical uma nova melodia de cura e ressurreição; Plano secreto de Ali, de Lux Faria Silva, uma animação centrada em Ali, uma criança sonhadora que embarca em uma aventura com um calango para devolver todas as estrelas para o céu; Quase à meia-voz, de Maria Tamires e Victor Emanuel Borges, ficção que acompanha duas mulheres na terceira idade que exploram o desejo e a paixão de forma livre; Rua 16, de Ryan Lopes, ficção sobre moradores que decidem instalar placas solares para evitar apagões, mas divergências colocam em xeque essa reunião.
Completam a lista os curtas: Sinal, de Barbara Matias Kariri, ficção sobre o agricultor João, que faz parte de um grupo de Penitentes e foge de sua comunidade levando uma pedra; Stênio, de Yan Tavares, documentário sobre o xilogravurista Stênio Diniz, cujo fazer artístico mantém viva a cultura popular; Umbuzeiro, de Emílio Ribeiro, ficção que acompanha uma mulher marcada pela violência, cuja dor inspira seu filho a escrever um livro revelando sofrimentos e reviravoltas que dão um novo significado à história; e Vejo você de repente, de Aída da Costa, documentário em que a filha do artista plástico Da Costa recorre a poucas pistas para revisitar o fantasma do pai.
Com acesso gratuito a toda a programação, o 36º Cine Ceará vai ocupar o Cineteatro São Luiz e o Cinema do Dragão, onde será exibida a mostra Olhar do Ceará e as Exibições Especiais. Além de mostras competitivas Olhar do Ceará, Brasileira de Curta-metragem e Ibero-americana de Longa-metragem, o festival realiza exibições especiais, mostras sociais, debates, homenagens, cursos, entre outras atividades
SERVIÇO
36° Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema – 7 a 13 de novembro em Fortaleza. Informações: www.cineceara.com. Instagram: @cineceara, Facebook: Festival Cine Ceará. E-mail: [email protected]
