25/06/2026

FIC chega à sétima edição destacando trabalhos inéditos de jovens realizadores

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O Festival Internacional de Cinema de Brasília (FIC) chega à sua sétima edição já consolidado como uma das mostras mais importantes do país. Acontecendo de 20 a 31 de julho, o evento reúne cerca de 100 longas (a maioria inéditos no Brasil), além de diversas mostras paralelas que apresentam algumas obras raras, como o famoso Decálogo, do polonês Krzysztof Kieslowski, composto de dez filmes, cada um abordando um dos Mandamentos.

Apesar de não ser voltado apenas para o cinema nacional, os filmes brasileiros também têm destaque no festival que começa com o inédito Gaijin 2 – Ama-me Como Sou, da cineasta Tizuka Yamasaki. Na mostra competitiva estão Filhas do Vento (premiado em Gramado no ano passado), de Joel Zito Araújo, e o também inédito Carreiras, de Domingos Oliveira. Na Mostra Preview, os destaques nacionais são o inédito Cafundó, dirigido pelo ator Paulo Betti e Clovis Bueno, além de Dom Hélder Câmara – O Santo Rebelde, de Erika Bauer; Extremo Sul, de Mônica Schmiedt e Sylvestre Campe; e a co-produção com a Itália Motoboy – Sonhando um Futuro, de Cesar Meneghetti (cineasta brasileiro radicado em Roma).

O Brasil também participa da mostra de curtas, com mais de quinze filmes, entre eles os premiados Intimidade, da gaúcha Camila Gonzatto, e Messalina, de Cristiane Oliveira.

O cineasta Nelson Pereira dos Santos (presidente do júri) e o ator Milton Gonçalves são os homenageados deste ano, com a exibição dos principais trabalhos de cada um, e o lançamento de biografias. Outro homenageado do festival é o cineasta japonês Akira Kurosawa (1900-1998), que terá cinco filmes em exibição, entre eles sua obra-prima Rashomon, vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza em 1950.

Filmes e convidados internacionais

Um dos diferenciais do FIC é exibir em primeira mão filmes estrangeiros que nem sempre ganham uma distribuição em circuito comercial no Brasil. Palíndromos, do sempre polêmico Todd Solondz participa da mostra competitiva. O diretor, aliás, vem ao Brasil como convidado do festival. Também em competição estão o documentário Por Dentro da Garganta Profunda, de Fenton Bailey (outro convidado ao FIC) e Randy Barbato, que analisa o impacto que o filme erótico Garganta Profunda teve sobre a sociedade e a cultura norte-americanas; e o argentino Un Mundo Menos Peor, do premiado cineasta Alejandro Agresti (de Valentin).

O drama chinês 2046, de Wong Kar Wai, e o argentino La Niña Santa, de Lucrecia Martel, certamente estarão entre as sessões mais disputadas do VII FIC. Alguns dos cineastas mais badalados do momento também apresentam seus trabalhos mais recentes no festival. Entre eles estão Amos Gitai (Alila, que não é seu filme mais recente, mas ainda assim inédito no circuito), Wim Wenders (Terra da Fartura), Olivier Assayas (Clean, foto), Patrice Chéreau (Irmãos) e Claire Denis (Trouble Everyday).

A mostra especial de filmes vindos de Bollywood (a Hollywood da Índia) também desperta o interesse por seu caráter exótico e pelo fato de que raramente chegam ao Brasil. Ao todo são exibidas 10 produções indianas, todas com legendas em espanhol. O cinema de Taiwan feito por Tsai Ming Liang também ganha uma mini-retrospectiva, com três filmes, entre eles O Rio.

As sessões acontecem na Academia de Tênis Resort e no Cine Academia Cultura Inglesa. Os ingressos custam R$ 14 a inteira e R$ 7 a meia-entrada.

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