04/06/2026

Filme que explora a colonização portuguesa no Sul do país estréia em Gramado

Com estréia prevista para setembro, Diário de um Novo Mundo lida com um tema pouco utilizado no cinema nacional: a colonização portuguesa. Baseado no romance Um Quarto de Légua em Quadro, de Luiz Antonio de Assis Brasil, o longa conta Edson Celulari, Daniela Escobar, Marcos Paulo e Nicola Siri nos papéis principais.

A primeira exibição será no Festival de Gramado, no próximo mês. O produtor Beto Rodrigues mostra-se bem otimista com o festival e a projeção que o filme deve ganhar a partir de então. “Vamos lançar logo depois de Gramado, pois isso ajuda na divulgação. No Brasil não há a tradição de lançarmos filmes ganhadores logo depois do Festival. Durval Disco, De Passagem esperaram mais de seis meses antes de entrarem em cartaz”, justifica.

Orçado em 4 milhões de reais, trata-se de uma co-produção entre Brasil, Argentina, Uruguai e Portugal e é o primeiro longa nacional a chegar em cinemas da produtora e distribuidora Casablanca.

O ator Edson Celulari esteve desde o início nos planos do diretor Paulo Nascimento, que estréia no longa com Diário. “Quando leio um livro, vou escalando um elenco. E o Celulari foi quem estava na minha imaginação nesse caso”, explica. Já o ator conta que gostou do roteiro logo de início. “E à medida que conheci Paulo, e fomos discutindo o trabalho, fui gostando mais ainda”, garantiu.

Para Daniela Escobar, que faz a ponta de um triângulo amoroso no filme, as filmagens foram tranqüilas. “Nosso único problema foi fazer uma travessia à noite para uma ilha em Santa Catarina onde filmaríamos no dia seguinte, e havia a ameaça de um furacão”, conta.

Além do elenco global, Diário de um novo mundo tem também Ney Matogrosso, que além de cantar a canção-tema, faz uma pequena participação. Nascimento o conheceu quando dirigiu um DVD do cantor e surgiu o convite. “Discutimos o personagem, ele se preparou, mas fomos conseguir rodar só um ano depois. Ele foi ótimo em cena”, explica o diretor. O cantor faz uma espécie de consciência do personagem de Celulari.

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